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Mercados: perspectivas para a próxima semana

A próxima semana, que será mais curta devido ao feriado nacional na sexta-feira, deve trazer fatos importantes que podem mexer com os mercados. No cenário interno, as novidades começam logo na segunda-feira, quando será divulgada a pesquisa eleitoral realizada pela Sensus, sob encomenda da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).Os investidores podem reagir de forma negativa, caso o resultado não seja tão favorável ao candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra. O cenário político é considerado por muitos analistas como o fator de maior importância para os mercados nos próximos meses. É certo que outros acontecimentos pontuais vão mexer com o humor dos investidores, mas a sucessão presidencial continuará guiando a tendência para os negócios.Em relação às conseqüências da crise entre o PSDB e o PFL, que motivou esta preocupação maior com o cenário político a partir de agora, está o atraso na votação da emenda que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Nesta semana, o Congresso deixou de votar alguns destaques da emenda, o que posterga a decisão final. Sem os recursos provenientes da CPMF, o governo já estuda "alguma forma" para compensar o atraso na votação do projeto que estende a cobrança da CPMF até 2004, segundo apurou a repórter Rita Tavares junto ao ministro da Fazenda, Pedro Malan. (veja mais informações no link abaixo).Juros e inflaçãoA preocupação com a inflação voltou ao cenário. Isso porque a Petrobrás aprovou um aumento de 14,5% para o gás de cozinha a partir do dia 1º de abril. Com isso, muitos analistas revisaram suas perspectivas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Lloyds TSB, por exemplo, mudou seu número de 0,30% para algo em torno de 0,60% e 0,70%.O controle da inflação é determinante para a definição da política monetária. A Selic, a taxa básica de juros da economia, é determinada visando o cumprimento da meta de inflação, cujo centro é de 3,5% neste ano. São aceitas margens de variação de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo em relação ao centro da meta. Os investidores já esperavam uma postura mais agressiva do Banco Central (BC) na última reunião, quando a Selic passou de 18,75% ao ano para 18,50% ao ano. Com estas alterações no cenário para a inflação, a expectativa de muitos analistas de que os juros continuariam em queda nos próximos meses corre o risco de não se concretizar.A próxima semana também será marcada pela divulgação de índices de inflação. Na terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),15 apurado entre os dias 15 de fevereiro e 15 de março. No mesmo dia, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) referente ao mês de março. Já a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulga o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente à terceira semana de março na quarta-feira.Um relatório sobre a inflação referente ao 1º trimestre de 2002 será divulgado na quarta-feira. Os investidores também estarão atentos à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento sai na quinta-feira, último dia útil da próxima semana.Argentina volta a preocuparA crise argentina voltou a afetar os negócios nesta sexta-feira e pode trazer alguma influência nos próximos dias. Uma onda de boatos tomou conta dos negócios e o dólar fechou cotado a 3,10 pesos na ponta de venda, uma alta de 19,2% em relação aos últimos negócios de quinta-feira. Os rumores foram desde um feriado cambial e bancário na segunda-feira até a renúncia do ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov; e do presidente, Eduardo Duhalde.Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães junto a assessores do Ministério de Economia, novas medidas poderão ser anunciadas na segunda-feira e, para complicar o cenário, no domingo está sendo convocada uma grande manifestação com panelaço, passeatas e concentração na Praça de Maio. Os manifestantes pedirão a renúncia de Eduardo Duhalde.InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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