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Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

Mercados: perspectivas para a próxima semana

O encaminhamento da sucessão presidencial deve continuar influenciando os negócios na próxima semana. Há pouco, a jornalista Elizabeth Lopes informou que a pesquisa da Toledo & Associados feita para a revista IstoÉ mostra que cerca de 54% dos eleitores ainda não escolheram candidato à Presidência da República nessas eleições.Em relação às intenções de voto, a pesquisa estimulada (com indicação do nome dos candidatos) mostra que o nome do pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, continua a ocupar a liderança na preferência do eleitorado, com 39,4. O pré-candidato do PSDB, José Serra, está em segundo lugar, com 22,8%. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 5 deste mês em 27 capitais. Já o pré-candidato do PPS, Ciro Gomes, aparece em terceiro lugar com 13,8% das intenções de voto e, em quarto lugar, está Anthony Garotinho, com 12,6%. Os votos nulos, brancos e indecisos somam cerca de 8% e o pré-candidato do Prona, Enéas, tem 2,6%. Rumores a respeito desse levantamento - o primeiro realizado depois das denúncias contra o empresário Ricardo Sérgio, tesoureiro da campanha de José Serra ao Senado em 1994 - influenciaram os investidores nos últimos dias. O último boato a respeito da pesquisa confirmava Serra em segundo lugar, o que melhorou o humor dos investidores nesta sexta-feira.Na próxima semana, uma outra pesquisa eleitoral deve também chamar a atenção dos investidores. Segundo informou o jornalista Fredy Krause, o Instituto Datafolha realizará, no dia 14, uma apuração em todo o território nacional, com 3.400 entrevistados, a pedido da Empresa Folha da Manhã. A pesquisa foi protocolada ontem à noite no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Preocupação com CPMFO cenário político chama a atenção também pela questão da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Os investidores estão preocupados com o atraso na votação da emenda constitucional que prorroga a cobrança do imposto, já que haverá uma forte queda na arrecadação. A CPMF deixará de ser cobrada a partir de 17 de junho e, por causa disso, R$ 400 milhões deixarão de ser arrecadados a cada semana.Para que não houvesse essa perda na arrecadação, a emenda deveria ter sido aprovada no dia 17 de março. Isso porque, pela lei, a emenda tem validade somente 90 dias depois da decisão. Para tentar minimizar o problema, há uma outra emenda em tramitação no Congresso para a redução do prazo. Porém, com um cenário político conturbado, não há qualquer certeza de que o governo consiga alcançar esse objetivo.O fato é que, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo deve reavaliar a cada dois meses as condições do Orçamento da União. Ou seja, a queda na arrecadação com a falta de cobrança da CPMF terá de ser compensada de alguma forma. O governo já anunciou que divulgará um pacote de medidas no dia 23. Entre as propostas a serem apresentadas, espera-se um aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A conseqüência disso recai sobre um possível encarecimento das operações de crédito, como cheque especial e crédito pessoal. Porém, essa medida não será suficiente para compensar a queda na arrecadação. Portanto, uma outra proposta deverá ser apresentada e o mais provável é que o governo tenha de fazer cortes no Orçamento. De qualquer forma, são medidas impopulares, principalmente em um ano eleitoral.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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