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Mercados: perspectivas para a próxima semana

Os mercados podem abandonar a calma da semana que passou e retomar as oscilações em função da sucessão presidencial. Como os investidores temem mudanças na política econômica, a apreensão é grande em relação ao desempenho do pré-candidato do PSDB, José Serra. Analistas esperam que a nomeação da companheira de chapa, Rita Camata, possa render alguns pontos porcentuais a mais nas próximas pesquisas de intenção de voto. Até o início da semana que vem, duas pesquisas devem ser divulgadas, já incorporando a escolha da vice. O PSDB registrou pesquisa de intenção de votos do Vox Populi, realizada quarta-feira e ontem; e o PFL encomendou outra ao GPP, cuja sondagem será no final de semana. Espera-se que a Copa do Mundo esfrie as campanhas eleitorais até o final do mês, o que renova as chances de reação de Serra no segundo semestre. O clima no mercado é de certo otimismo, mas ainda prevalece a cautela, já que a dianteira do pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, é grande.Do ponto de vista econômico, há mais razões objetivas para comemorar. Foi divulgada nesta semana a ata da última reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada nos dias 21 e 22 de maio, em que se manteve em 18,5% ao ano a Selic, a taxa básica referencial de juros da economia. O mercado interpreta que a equipe econômica tenha decidido manter os juros inalterados por precaução, esperando confirmação da tendência de queda da inflação. Como os indicadores de preços vieram melhores do que o esperado e a economia está desaquecida, crescem as apostas de queda da Selic na próxima reunião, marcada para os dias 18 e 19 de junho. Os números das contas públicas e das contas externas agradaram os analistas, reforçando a opinião que haverá corte de juros. A maioria acredita numa redução entre 0,25 e 0,50 pontos porcentuais. A recente queda nos preços internacionais do petróleo também ajuda.EUA e ArgentinaNos Estados Unidos, as bolsas vinham caindo em função de sinais repetidos de fraqueza na recuperação da economia. Porém, importantes indicadores divulgados hoje reanimaram os investidores. O índice do Instituto de Gestão da Oferta (ISM), o índice de sentimento do Consumidor da Universidade de Michigan e as encomendas à indústria mostraram avanços superiores às expectativas do mercado. Com isso, os investidores estarão atentos a sinais mais positivos, podendo rever suas posições com mais otimismo. Ainda assim, os anúncios freqüentes de que novos ataques terroristas em território norte-americano são iminentes assustam o mercado e geram cautela.Na Argentina, o presidente Eduardo Duhalde conseguiu uma vitória importante, ainda que apertada na quinta-feira, quando o Congresso revogou a Lei de Subversão Econômica, uma das principais exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI). Agora, para conseguir um pacote de ajuda financeira, os governadores de províncias argentinos ainda têm de assinar um acordo comprometendo-se a cortar 60% de seus déficits fiscais. Cerca de um terço já assinou, e muitos outros esperavam a votação no Congresso para se posicionar a favor do governo.Assim, as duras negociações continuam e não há tempo de comemorar. Duhalde também espera o melhor momento para assinar o decreto que encerra o semi-congelamento de depósitos, que serão convertidos em títulos resgatáveis em prazos variados. Ao menos, apesar dos protestos e de todas as dificuldades, o presidente já não está falando em renúncia. A Argentina espera que, quando todas as exigências do FMI forem cumpridas, venha uma missão do Fundo para negociar um pacote de até US$ 9 bilhões.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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