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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados: perspectivas para a próxima semana

Os mercados não estão livres de novos momentos de nervosismo. Para a próxima semana, o clima é de forte expectativa em relação à atuação do Banco Central (BC). Nos últimos dias, a autoridade monetária já anunciou medidas visando reduzir a pressão sobre o dólar e baixar a taxa de risco-país e, nessa sexta-feira, confirmou pela primeira vez que atuou no mercado de câmbio à vista. O valor da intervenção, segundo informou o jornalista Gustavo Freire, será conhecido apenas na quarta-feira, com a divulgação das reservas internacionais.Analistas afirmam que a próxima semana, quando vence cerca de US$ 2,5 bilhões da dívida pública, será decisiva para que se tenha uma idéia sobre a eficácia das medidas adotadas pelo BC no sentido de conter a alta do dólar. São elas: recursos sacados junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em torno de US$ 10 bilhões e a mudança do piso mínimo das reservas de US$ 20 bilhões para US$ 15 bilhões. Resta saber se serão suficientes.Em relação à preocupação com a alta da taxa de risco-país, que nessa sexta-feira chegou a 1.315 pontos base, a principal medida adotada pelo BC foi o anúncio de recompra de títulos da dívida externa, o que diminui o endividamento do País. A taxa de risco-país mede a confiança dos investidores na capacidade de um governo em honrar sua dívida. Com a taxa em alta, as empresas e o governo precisam pagar juros mais altos para captar recursos.O fato é que os juros internos acabam influenciados pelas taxas pagas no exterior. Para se ter uma idéia, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 23,000% ao ano, bem acima da Selic, a taxa básica de juros da economia, que está em 18,5% ao ano. Vale lembrar que, em momentos de tranqüilidade econômica, como no início desse ano, a taxa de juros futuros chegou a ficar abaixo da Selic.Copom e índices de inflaçãoNa próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se para reavaliar a Selic. O encontro está marcado para os dias 18 e 19 de junho. As opiniões dos analistas estão muito divididas em relação à decisão do Comitê. Como a política monetária é definida pelo cumprimento da meta de inflação - que nesse ano é de 3,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais -, o comportamento dos índices inflacionários é o primeiro ponto a se observar. Alguns índices já dão sinais de queda, mas há outros que vão em direção contrária, como o Índice de Preços no Atacado. A preocupação é que a alta do dólar verificada nas últimas semanas comece a influenciar os preços, pressionando para cima a inflação. A divulgação de alguns índices inflacionários está programada para a próxima semana. São eles: a segunda prévia do Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) referente ao mês de junho, que sai na quarta-feira, e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da segunda quadrissemana de junho, a ser divulgado na quarta-feira.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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