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Mercados: perspectivas para a próxima semana

O nervosismo não deve abandonar os mercados na próxima semana. Está programada a divulgação de resultados de novas pesquisas eleitorais dos Institutos Sensus e Vox Populi. Além disso, serão conhecidos os primeiros dados das reservas internacionais, após as medidas adotadas pelo Banco Central (BC) para aumentar a oferta de dólares e títulos indexados à moeda norte-americana.Na quarta-feira, a expectativa fica por conta da divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu nessa semana manter a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 18,5% ao ano, com viés de baixa. O Comitê, em nota divulgada ao final da reunião, afirmou que a inflação apresenta-se dentro do esperado, mas o ambiente conjuntural desfavorável impede uma redução dos juros nesse momento.Também na quarta-feira, outro evento aguardado é a reunião do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), que reavaliará a taxa básica de juros norte-americanos. Atualmente, os juros estão em 1,75% ao ano e a maioria dos analistas aposta em manutenção desse patamar. Segundo eles, a economia do país ainda não dá sinais suficientes para que o Fed possa elevar novamente os juros do país.Na quinta-feira, as atenções dos investidores estarão voltadas para a divulgação de vários índices de inflação, entre eles o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente à terceira semana de junho e o Índice Geral dos Preços de Mercado (IGP-M) de junho. Apesar do controle da inflação verificado nas últimas semanas, o comportamento dos preços continua sendo observado de perto pelos investidores. Isso porque existe a possibilidade de que a alta do dólar seja repassada para os preços de produtos e insumos importados, pressionando para cima os índices de inflação.Crise de confiança traz nervosismo para os mercadosO País passa por uma crise de confiança dos investidores em relação à capacidade de pagamento dos títulos brasileiros. O elevado grau de endividamento, aliado à mudança de governo, gera incertezas em relação à administração da dívida pública do País. O resultado desse cenário é a forte alta na taxa de risco-país, a escalada da taxa de câmbio e dos juros e um cenário de forte queda para a Bolsa de Valores de São Paulo.Na próxima semana, sem notícias positivas que possam reverter esse quadro, a expectativa é de mais oscilações nos mercados. Não deixe de ver nos links abaixo o resumo dessa semana nos mercados e as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e o prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

21 de junho de 2002 | 21h15

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