Mercados: perspectivas para a próxima semana

Na próxima semana, os investidores continuarão atentos ao cenário político interno, com a divulgação de novas pesquisas de intenção. No ambiente econômico, o destaque é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No cenário externo, o destaque continua centrado na forte possibilidade de conflitos entre os Estados Unidos e o Iraque. Nessa sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou pedido de divulgação de uma pesquisa a ser realizada, domingo e segunda-feira, pelo Instituto Vox Populi entre 3.200 eleitores sobre suas intenções de voto para presidente da República. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Correio Braziliense.A próxima rodada de divulgação de números começa na terça-feira, com um novo levantamento feito pelo Instituto Ibope. Entre os investidores, já se cogita a possibilidade de que o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, vença as eleições no primeiro turno. Mas essa hipótese perdeu força nos últimos dias e os analistas acreditam que ainda há tempo para um avanço do candidato do PSDB, José Serra.Se o resultado das próximas pesquisas confirmar essa expectativa, os mercados reagirão com maior tranqüilidade, dado que Serra é o candidato preferido dos mercados, pois representa a opção com maiores chances de continuidade da atual política econômica. O que os investidores temem, segundo analistas, é justamente a incerteza sobre qual será a estratégia de condução da economia brasileira no próximo governo. Copom: analistas esperam manutenção da SelicOutro evento importante na terça-feira é o início da reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), que reavaliará a Selic, a taxa básica de juros da economia. Na última reunião, o Comitê decidiu manter a Selic em 18% ao ano, com viés de baixa. Com isso, o Banco Central poderia ter reduzido s taxa antes da reunião desse mês.Essa possibilidade não se confirmou e a taxa permaneceu em 18% ao ano. Na reunião de agosto, realizada no dia 21, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 3,0850 e, de lá para cá, oscilou entre a mínima de R$ 3,0100 e a máxima de R$ 3,1600. A taxa de risco-país também tem permanecido estável, entre 1.600 e 1.700 pontos-base.Apesar do cenário de menor oscilação, grande parte dos analistas acredita que o Comitê manterá a Selic no atual patamar. Isso porque a possibilidade de ataque dos Estados Unidos ao Iraque trará muitas incertezas para o cenário externo. No Brasil, caso isso aconteça, as cotações do dólar tendem a subir, já que a moeda é usada como forma de hedge (segurança) em períodos de incerteza. Dólar em alta pressiona os índices de inflação, o que impede a redução da taxa de juros. Vale lembrar que a política monetária atual é definida pelo cumprimento da meta de inflação que, nesse ano, é de 3,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. No acumulado do ano, até agosto, o Índice já está em 4,85%.Cenário externoContinuam as negociações dos Estados Unidos junto à ONU e aos aliados no sentido de conseguir apoio para um ataque ao Iraque. Para conseguir o aval da ONU, os norte-americanos precisam do apoio da Inglaterra, França, China e Rússia. Na União Européia, alguns países, como a Espanha e Itália, já têm demonstrado apoio aos Estados Unidos. Nessa sexta-feira, o preço do barril do petróleo subiu devido às reações do Iraque, um dia depois do ultimato do presidente americano, George W. Bush. O Iraque informou que não vai permitir a presença de inspetores da ONU no país e ameaçou atacar Israel, se este interferir na provável guerra liderada pelos Estados Unidos, segundo informou a editora Márcia Pinheiro. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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