Mercados: perspectivas para a semana

O petróleo é a principal preocupação dos investidores na próxima semana. A alta nos preços trouxe instabilidade para o mercado financeiro nos últimos dias e os analistas não fazem previsões sobre como deve se comportar o mercado nos próximos dias. Tudo vai depender do resultado da reunião dos ministros dos 11 países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), domingo, em Viena.O grupo, que detém 40% da produção mundial do petróleo, vai analisar um possível aumento da produção do produto, com o objetivo de segurar a alta dos preços. A expectativa é de uma elevação entre 500 mil e 700 mil barris por dia. Mas, segundo os analistas, isso pode não ser suficiente para controlar a alta de preços e acalmar o mercado financeiro. Na opinião de Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da BankBoston Asset Management, os mercado de câmbio e juros, além da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), devem apresentar uma oscilação maior na próxima semana. Isso porque, dependendo do que for decidido na reunião da Opep, o mercado internacional poderá ter uma reação negativa, influenciando os negócios no Brasil.Índices de inflaçãoNa próxima semana, os investidores aguardam também as primeiras prévias de inflação para setembro. A mais importante, segundo os analistas, sai na terça-feira. Trata-se da primeira prévia do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), que serve como base para as metas inflacionárias do governo. A expectativa é que esse Índice, assim como o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado nessa semana, comprove o recuo da inflação. Mas, de acordo com os analistas, isso ainda não é motivo para que o Comitê de Política Monetária (Copom) volte a reduzir a taxa básica de juros - Selic - na próxima reunião do dia 20 de setembro. Carlos Kawall, economista-chefe do Citibank, acredita que o Copom deve manter os juros em 16,5% ao ano. "A ata da última reunião do Comitê já sinalizou a preocupação do governo com o assunto", explica.Como ficam seus investimentos? A tendência de juros em baixa melhora as perspectivas para os investimentos em ações. Mesmo com a estabilidade da Selic em 16,5% ao ano, esse cenário não deve se alterar pois, na análise de um período maior, ela deve voltar a cair, favorecendo o investimento em ações.Vale lembrar que os investidores que compram ações devem ter a possibilidade de ficar com o dinheiro aplicado até que consiga o rendimento desejado, mesmo que seja por períodos superiores a um ano. Por isso, a recomendação é aplicar apenas um parte de seus recursos no mercado acionário, pois não há nenhuma garantia de retorno e o risco da aplicação é muito elevado. Veja no link abaixo, uma análise de especialistas sobre os melhores setores da Bolsa hoje.

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