Mercados: perspectivas para a semana

O anúncio prometido para essa noite pelo governo argentino de um pacote de medidas econômicas promovendo corte de gastos e redução de impostos pode mexer com o mercado financeiro na próxima semana. Os negócios também serão influenciados pelo anúncio de um pacote de ajuda externa cogitado para os próximos dias, que deve reunir recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e bancos privados. Em 2001, a Argentina tem uma dívida de US$ 20 bilhões. O valor do pacote de ajuda ainda não está definido, mas deve ficar entre US$ 15 bilhões e US$ 19 bilhões. Caso o pacote seja, de fato, aprovado, os negócios no mercado financeiro devem apresentar menos oscilações, já que haveria a certeza de que o País honraria suas dívidas em 2001. Mas o problema não acaba com a liberação do pacote, apenas faz com que a instabilidade diminua. Para que o investidor retome a confiança na economia argentina, o governo terá que adotar medidas para que o país entre em um ciclo de crescimento, o que garantirá, para o futuro, o equilíbrio das contas externas argentinas. Veja mais informações sobre a situação da Argentina nos links abaixo.Expectativa para os mercados de câmbio, juros e BolsaCom a expectativa de liberação do pacote de ajuda externa, os mercado de juros e câmbio já apresentaram alguma reação hoje. A moeda norte-americana voltou para o patamar de R$ 1,9500 e os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - terminaram o dia pagando juros de 18,500% ao ano, frente a 19,000% ao ano registrados ontem. O mesmo é esperado para a próxima semana, caso se confirme a ajuda externa à Argentina.No mercado de ações, além da influência argentina, também a tendência das bolsas norte-americanas deve ter impacto no Brasil. Na Dow Jones - bolsa que negocia papéis de empresas tradicionais nos EUA -, a indefinição do resultado das eleições presidenciais é o fator de maior peso. Na Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet -, a falta de um histórico para o segmento e para as empresas, que possibilitaria uma avaliação mais justa para o preço das ações, continua prejudicando o desempenho dessa bolsa.Outro fato marcado para a próxima semana, mas que não deve mexer com as operações no mercado financeiro, é a reunião do banco central norte-americano (FED) para reavaliação das taxas de juros. O patamar permanece estável em 4,75% ao ano e não há nenhuma perspectiva de que seja alterada antes da posse do novo presidente dos Estados Unidos.E como ficam seus investimentos?A instabilidade exige um cuidado maior do investidor na hora de optar pela sua aplicação. Para quem não tem tolerância ao risco, os fundos DI, ou pós-fixados, são a melhor opção, pois acompanham a taxa de juros e não há possibilidade de perda do valor aplicado.Já o mercado de ações pode ter boas opções de papéis. Mas, nesse caso, é preciso que o investidor esteja preparado para correr riscos. Portanto, o recomendado é que ele destine apenas uma parte dos recursos para a compra de papéis de empresas. Caso não tenha condições de acompanhar constantemente sua carteira de ações, a melhor indicação é aplicar em um fundo de ações. Nesse caso é o gestor do fundo quem faz o acompanhamento da carteira. Veja mais informações no link abaixo.

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