Mercados: perspectivas para a semana

Poucos negócios e grandes possibilidades de oscilações. Assim deve ficar o mercado financeiro na próxima semana que terá apenas três dias úteis. Na segunda-feira é feriado nacional - Natal - e, na sexta-feira, os bancos, como todos os anos, fecham no último dia útil para o público e não há operações no mercado financeiro. Mas, nos Estados Unidos, sexta-feira é um dia normal de negócios.O ritmo da desaceleração da economia norte-americana continua no centro das atenções do mercado financeiro. Os analistas temem que um desaquecimento mais forte na economia do país possa provocar uma recessão e prejudicar o desenvolvimento econômico de outros países. Uma reunião extraordinária do banco central norte-americano (FED) chegou a ser comentada no mercado mas, segundo analistas de bancos estrangeiros no Brasil, isso foi apenas um boato. A próxima reunião do FED acontece no dia 31 de janeiro. Grande parte dos analistas apostam em corte de juros de 0,25 ponto porcentual.Tendência para os mercadosO mercado de ações deve continuar muito instável nos próximos dias em função do desempenho das bolsas em Nova York. No caso da Nasdaq - bolsa dos Estados Unidos que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet -, além do temor dos investidores em relação à desaceleração econômica dos EUA, há a frustração de quem comprou papéis dessas empresas na expectativa de alcançar altos lucros. O grande problema, segundo os analistas, é que esse é um mercado novo, as empresas são muito recentes e qualquer avaliação no sentido de prever o quanto valem as ações dessas companhia tem grande chance de erro. E, de fato, foi isso o que aconteceu. Os analistas estimavam altos lucros, o que não se concretizou. Além disso, com a desaceleração econômica do país, as chances de ganhos para as empresas são menores e isso causa impacto no preço das ações das empresas. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tenta reagir à instabilidade do cenário externo, principalmente ao baixo desempenho da Nasdaq. No acumulado do mês, até hoje, a queda da bolsa eletrônica é de 3,11%. No ano, o saldo negativo é de 38,14%. Já a Bovespa tem, em dezembro, uma baixa de 10,27%, enquanto, no ano, sua perda é de 14,27%.Para próxima semana, a expectativa dos analistas é de que os mercados de câmbio, juros e, principalmente, o de ações continuem muito vulneráveis ao setor externo. O início de janeiro também não tem as melhores perspectivas. As empresas nos EUA devem continuar a fazer seus anúncios de queda nas perspectivas de lucros, o que pode mexer com os negócios.Avalie seus investimentosDiante das instabilidades, tanto no Brasil como no exterior, o investidor deve ter muito cuidado ao escolher suas aplicações. O dinheiro de curto prazo, ou seja, o que será destinado ao pagamento de dívidas no terceiro trimestre, como impostos, matrículas, materiais e uniformes escolares deve ser direcionado para investimentos seguros, como os fundos DI, ou pós-fixados. Nesse caso, o rendimento acompanha a tendência de juros e, por isso, o investidor não corre o risco de perder o dinheiro aplicado.Para quem pode deixar o dinheiro aplicado por um prazo maior, pelo menos seis meses, os fundos prefixados podem trazer uma rentabilidade um pouco maior, já que a tendência de juros é declinante. Porém, o rendimento vai depender da duration, ou seja, o prazo dos papéis que compõem a carteira. Além disso, em relação aos fundos DI, o risco existe. O dinheiro que não tem data definida para ser utilizado, ou seja, que pode ficar aplicado até que se consiga o rendimento desejado pode ser direcionado para o mercado de ações. Para quem não conhece esse segmento, o ideal é aplicar por meio de fundos de ações, que contam com um administrador para os recursos. É ele quem vai decidir quais os papéis que vão compor as carteiras e em quais proporções.

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