Mercados: perspectivas para a semana

Na próxima semana, a economia dos Estados Unidos continuará no centro das atenções dos investidores. O corte de um ponto porcentual na taxa de juros do país em pouco tempo - menos de um mês - foi recebido com apreensão pelos investidores, pois sinaliza uma preocupação do banco central norte-americano (FED) com o ritmo do desaquecimento da economia do país. Porém, muitos analistas consideram que a ação do FED foi muito rápida e, apesar de provocar efeitos na economia em, no mínimo, seis meses, ainda não há motivos para acreditar em uma desaceleração muito forte da atividade econômica, o que provocaria recessão. Os números a serem divulgados na próxima semana devem confirmar essa certeza, segundo os analistas. Na segunda-feira saem os números sobre obras de imóveis residenciais concluídas em dezembro e o índice de atividade fora do setor industrial da Associação Nacional dos Gerentes de Compras (NAPM). Na terça-feira, a expectativa é pelos números do relatório semanal Redbook, que indica o desempenho do comércio varejista na semana até 3 de fevereiro. Na quarta-feira, será divulgado o índice de produtividade do quarto trimestre e do crédito ao consumidor referente a dezembro. Os pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 3 de fevereiro e os estoques e vendas do atacado serão divulgados na quinta-feira. Além dos Estados Unidos, no mercado interno as atenções dos investidores também devem se concentrar nas questões políticas referentes à eleição da presidência da Câmara. A votação acontece no dia 14 de fevereiro e, até lá, os investidores podem manter certa apreensão. Mas, segundo os analistas, trata-se de um problema momentâneo, mas que pode gerar oscilações no curto prazo. Veja como fica o mercado financeiro Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a expectativa é de que o Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações de empresas mais negociadas na Bovespa - continue com tendência de queda nos próximos dias. Os investidores aproveitam a alta acumulada nos últimos dois meses, próxima de 30%, para a realização de lucros, ou seja, vendem ações para alcançar os ganhos obtidos no períodos. No mercado de juros, as taxas devem manter tendência de queda, sinalizando a expectativa dos investidores de que a taxa básica de juros - Selic - deve ser reduzida na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada nos dias 13 e 14 de fevereiro. A taxa, atualmente em 15,25% ao ano, pode sofrer um corte de 0,25 ponto porcentual, segundo parte dos analistas. Mas há também a possibilidade de que a taxa permaneça estável. O dólar deve continuar oscilando. Nessa semana, a tendência foi de forte alta, em função da instabilidade política, do cancelamento do leilão de licitação da banda C, dos resultados negativos da balança comercial e do cenário externo instável. Tanto a questão política quanto o cenário externo ainda permanecem como fatores de instabilidade, o que pode deixar a cotação da moeda norte-americana em oscilação. Veja no link abaixo a recomendação dos analistas para os investidores.

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