Mercados: perspectivas para a semana

O período de anúncios de resultados financeiros de empresas norte-americanas nessa virada de trimestre concentra-se entre os dias 12 e 27 de abril e deve deixar o mercado norte-americano no foco das atenções dos investidores na próxima semana. Resultados de empresas abaixo do previsto pelos analistas fazem com que as perspectivas de ganho com as ações diminuam. Em função disso, o papel da empresa passa a valer menos. Na próxima semana, importantes empresas, como a Motorola, Yahoo! e General Electric, divulgam seus resultados e podem afetar os negócios no mercado financeiro, caso fiquem abaixo das expectativas. Pelo contrário, se vierem positivos, podem provocar forte alta, como nessa quinta-feira, quando a Nasdaq - bolsa dos Estados Unidos que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - chegou a registrar alta de 8,92%. Os resultados, tanto positivos quanto negativos, não sinalizam uma tendência, apenas comprovam a instabilidade de um mercado que reage de forma exagerada oscilando fortemente.Em relação aos dados macroeconômicos - indicativos do ritmo do desaquecimento da economia norte-americana -, na terça-feira, será divulgado o relatório semanal Redbook. Outro número importante vem na quinta-feira, com a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) pelo Departamento do Trabalho.Em relação aos rumos da economia argentina, analistas consideram que, apesar dos intensos esforços do ministro da Economia, Domingo Cavallo, o modelo econômico do país precisa ser reestruturado para que as contas públicas fiquem equilibradas. Ou seja, a ajuda econômica do Fundo Monetário Internacional (FMI) e as medidas para retomada do crescimento econômico apenas amenizam o problema.Perspectivas no BrasilA próxima semana será mais curta no mercado financeiro brasileiro, em função do feriado de Páscoa na sexta-feira. Na quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como base de meta para a inflação, de 4% para esse ano, com possibilidade de alta ou baixa em dois pontos porcentuais.Os índices inflacionários no País têm atraído a atenção dos investidores. Isso porque há uma forte preocupação do Banco Central (BC) com o cumprimento da meta de inflação, de 4% em 2001. A alta do dólar é uma ameaça para esse objetivo, já que pode provocar alta no preço de produtos e matérias-primas importados. Os últimos índices ainda não trazem o repasse da alta da moeda norte-americana, que já acumula valorização de 11,48% no ano.E como ficam seus investimentos?Diante das incertezas em relação, tanto ao cenário externo quanto ao interno, os analistas são unânimes em recomendar cautela aos investidores. Isso quer dizer que trocar de aplicação agora pode ser muito arriscado, pois o investidor corre o risco de se desfazer do ativo em um momento de baixa e, nesse caso, ter prejuízo. Para os recursos novos, a análise do período em que o dinheiro ficará investido é fundamental. Para o dinheiro do curto prazo, ou seja, menos de seis meses, a recomendação é direcionar recursos para os fundos pós-fixados (DI). Para períodos mais longos, o investidor pode direcionar parte dos recursos para um fundo prefixado ou de ações. Mas isso vai depender também da tolerância ao risco e da disponibilidade que o investidor tem de deixar o dinheiro aplicado até que se consiga um bom rendimento. Vale destacar que em períodos de instabilidade as cotações tendem a oscilar mais e o investidor terá que esperar o momento mais favorável para resgatar suas aplicações.

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