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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados: perspectivas para a semana

O comportamento do câmbio novamente será destaque na próxima semana. O dólar comercial encerrou a semana cotado a R$ 2,3120 na ponta de venda dos negócios. Em relação ao patamar máximo atingido pelas cotações, de R$ 2,4810, nos dias 19 e 20 de junho, o recuo é de 6,81%. Para conseguir este efeito, o Banco Central (BC) vem promovendo leilões de títulos cambiais e venda efetiva de moeda. A grande dúvida dos investidores é até que ponto o BC terá condições de manter o mercado irrigado.Como a expectativa para médio e longo prazo não apontam para um cenário mais favorável, são grandes as chances de que a demanda por dólares volte a pressionar as cotações. Isso porque os investidores continuam preocupados com o impacto do racionamento de energia na economia brasileira e nem se sabe qual a abrangência e efeito deste problema. Além disso, a crise argentina ainda deve trazer muita instabilidade ao mercado no Brasil. E, internamente, pesa também a incerteza em relação ao processo eleitoral para a presidência da República em 2002. Este cenário, aliado a uma entrada menor de investimentos diretos e ao déficit já esperado para a balança comercial deve deixar o mercado de câmbio ainda mais escasso de moeda norte-americana.Dólar pressiona inflaçãoO preço do dólar é cada vez mais foco de atenção para a equipe econômica do governo, pois a inflação recebe impacto direto da alta da moeda norte-americana, já que os produtos e insumos importados, assim como os bens exportáveis, são influenciados por este mercado. A meta de inflação para este ano é de 4%, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. Hoje, o BC já admitiu que há 40% de chance de que o limite, de 6%, seja ultrapassado. O índice de inflação usado como referência para a meta é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, no ano, até maio, acumula uma alta de 2,42%. Na quarta-feira, dia 4 de julho, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulga o seu Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente ao mês de junho. No mês anterior, o Índice foi de 0,17% e, para este mês, espera-se um resultado acima de 0,80%.Argentina: aumenta a taxa de riscoCrescem novamente as preocupações em relação ao país vizinho. A Argentina termina a semana com a taxa de risco acima dos 1 mil pontos. No final desta sexta-feira, o presidente Fernando De la Rúa desmentiu os boatos sobre a renúncia do ministro de Economia, Domingo Cavallo, segundo apurou a correspondente Marina Guimarães. O boato já vinha circulando entre os investidores desde ontem e contribuiu para a alta da taxa de risco do país.Na segunda-feira, todos os governadores participarão de uma reunião na Casa Rosada, sede do governo, com o objetivo de discutir as "relações fiscais entre a Nação e as províncias". O governo vai prometer pagar uma dívida de US$ 225 milhões. Mas a promessa é considerada um "absurdo" para membros da equipe econômica do governo, já que não há de onde tirar este dinheiro. Mais um motivo que contribuiu para a piora da situação no país vizinho no final desta semana e que pode continuar na próxima, caso surjam novos fatos negativos relacionados à situação financeira do país.InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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