Mercados: perspectivas para a semana

A próxima semana será mais curta no mercado financeiro, já que quinta-feira é feriado nacional - Dia da Proclamação da República. Na sexta-feira, os mercados operam normalmente, mas os volumes de negócios devem ficar mais baixos e as oscilações poderão ser mais fortes. A Argentina continuará no foco de atenções e, enquanto não houver uma definição mais precisa dos rumos da economia do país vizinho, os mercados no Brasil devem continuar equilibrados.O presidente argentino Fernando De la Rúa ainda está nos Estados Unidos tentando conseguir um apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de instituições financeiras norte-americanas. Os analistas acreditam que isso será muito difícil, já que o governo argentino não conseguiu o apoio das províncias de oposição em seu plano de corte de gastos.De qualquer forma, o nível de reservas e os depósitos bancários argentinos são os sinais mais importantes da confiança dos investidores em relação ao país vizinho. Na segunda-feira, dia 5, os depósitos somavam 72,11 bilhões de pesos, com queda de 363 milhões de pesos em relação ao dia útil anterior. As reservas também estão em queda. Na segunda-feira estavam em US$ 17,60 bilhões - uma perda total de US$ 4,542 bilhões em relação ao dia 25 de setembro, quando as reservas atingiram o seu pico. Estados UnidosOs últimos números da economia norte-americana continuam muito negativos, com sinais de forte desaquecimento e incertezas quanto à sua recuperação. Analistas acreditam que isso pode acontecer no primeiro semestre do próximo ano, mas os rumos dos conflitos na Ásia Central podem influenciar fortemente estas perspectivas.Nesta semana, o Banco Central dos Estados Unidos reduziu a taxa de juros em 0,5 ponto porcentual - de 2,5% para 2,0%. Com isso, os juros reais no país ficaram próximos de zero e, em relação a alguns índices de inflação, podem ser considerados negativos. Trata-se de um forte incentivo ao consumo do país que, por outro lado, é afetado negativamente pela situação de guerra e pela queda que as bolsas norte-americanas acumulam neste ano.Tendência para os mercadosAs cotações do dólar vêm apresentando forte queda nos últimos dias e é possível que esta tendência se mantenha nos próximos dias. Porém, a qualquer sinal de mudança do cenário argentino, a moeda norte-americana poderá voltar a operar em alta. Não se esperam, porém, fortes altas, segundo os analistas. A tendência é de que o dólar mantenha um equilíbrio maior a partir de agora. Investir em dólar neste momento ou em fundos cambiais ainda é uma aposta muito arriscada, já que as incertezas ainda são muitas no cenário e as cotações sempre podem voltar a oscilar.Também a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tem operado em forte alta nos últimos dias. Só em novembro, até hoje, a valorização acumulada é de 12,02%. Mas, no acumulado do ano, a Bolsa ainda amarga uma queda de 16,57%. Os analistas acreditam que as ações poderão manter a tendência de alta na próxima semana e estão otimistas com o crescimento do volume negociado no pregão - em torno de R$ 800 milhões a R$ 900 milhões. A principal recomendação sobre este tipo de investimento é que apenas os recursos que não têm uma data definida para resgate sejam direcionado para este segmento. No mercado de juros, as taxas estão em queda, mas a expectativa dos analistas é que a Selic, a taxa básica de juros da economia, não seja reduzida na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 20 e 21 de novembro. Hoje a taxa Selic está em 19% ao ano e há quem fale em uma redução no mês de dezembro, caso o dólar continue controlado. Para quem faz questão de segurança em seus investimentos, os fundos referenciados DI - que acompanham as taxas de juros - são a melhor opção.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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