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Mercados pessimistas aguardam Copom

Ainda hoje será divulgado o resultado da reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), que o mercado espera ser a elevação da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia. A previsão é de que a taxa, atualmente fixada em 16,25% ao ano, suba pelo menos 0,5 ponto porcentual. As razões para a elevação seriam os inúmeros fatores que pressionam a inflação e geram incertezas: a queda na produção causada pela crise energética, a crise argentina e as dificuldades políticas que podem ameaçar a estabilidade institucional e a coesão da base aliada do governo.Foi aprovado o relatório da Comissão de Ética do Senado recomendando a cassação dos Senadores Antônio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda pela violação do painel eletrônico do Senado. Agora, o presidente da casa, Senador Jader Barbalho, tem quinze dias úteis para convocar a votação para a abertura do processo. A partir daí, não serão mais aceitas renúncias. Teme-se que os acusados, mediante cassação, decidam engrossar as denúncias contra o governo, criando fatos comprometedores. Também temem-se danos maiores à base aliada no Congresso.A crise energética deverá ser refletida no aumento previsto dos juros. Mesmo com o plano de racionamento, cuja eficácia ainda é desconhecida, a queda na produção e nas exportações é certa. Há, portanto, grande probabilidade de que os preços e o câmbio fiquem pressionados. A inflação também deve sofrer os efeitos dos aumentos nas tarifas, possível aumento nos combustíveis e o repasse, ainda incompleto, da alta do dólar no ano.Enquanto não sair a troca de títulos da dívida argentina de curto prazo, prevista para o final de maio ou início de junho, os mercados continuam apreensivos. A expectativa geral é que os detalhes finais da operação saiam amanhã. Mesmo que tenha sucesso, aliviando o caixa do governo nos próximos anos e afastando a possibilidade de uma moratória no curto prazo, o reescalonamento da dívida não soluciona os graves problemas estruturais da economia argentina, há 34 meses em recessão.Números dos fechamentosOs contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 23,000% ao ano, frente a 22,540% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,92%. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3460, com alta de 0,95%. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em alta de 0,89%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,35%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 3,04%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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