Mercados pessimistas com índices de inflação

A maior estabilidade nas bolsas norte-americanas, que vinham apresentando fortes altas nos últimos dias, e a divulgação dos índices de inflação brasileiros reverteu a recuperação das cotações dos mercados no Brasil. Os indicadores mostram considerável pressão inflacionária, e o pior é que os elevados patamares em que o dólar vem sendo negociado ainda devem influenciar os preços mais intensamente a partir de maio, segundo especialistas. Com isso, fica ameaçado o cumprimento da principal meta de política monetária, a inflacionária, o que leva a se consolidar a percepção entre os investidores de que os juros subirão. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para a próxima quarta-feira e é possível que a Selic, a taxa básica referencial de juros da economia, atualmente em 15,75% ao ano, suba. Uma elevação da taxa conteria o consumo ao encarecer o crédito, o que alivia as pressões sobre os preços e sobre as importações, portanto, sobre o câmbio.Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,318% ao ano, frente a 18,820% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,52%. O dólar fechou em R$ 2,1550, com alta de 0,80%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,88%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 2,53%. Veja no link abaixo a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

11 de abril de 2001 | 17h45

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.