Mercados pessimistas esperam Copom

Os mercados tiveram mais um dia nervoso, com muitas oscilações e um saldo pessimista. Logo mais, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgará a sua decisão a respeito da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia brasileira. O mercado espera que ela seja mantida nos atuais 15,25% ao ano. Mesmo assim, o mercado de juros fechou em alta, indicando possíveis apostas numa elevação da taxa. A tensão continua, apesar da entrada de Cavallo no Ministério da Economia. O novo ministro trouxe um certo alívio aos investidores, embora as dificuldades argentinas sejam enormes. O mercado aguarda com ansiedade suas medidas para reverter a recessão, que já dura mais de 30 meses, elevar a capacidade de honrar os compromissos externos e cumprir as metas fiscais estabelecidas com os credores internacionais.Além disso, a reação dos mercados à redução dos juros básicos dos EUA em 0,5 ponto porcentual, para 5% ao ano, foi negativa. Muitos apostaram numa queda maior e teme-se que o corte tenha sido tímido para promover a retomada do crescimento econômico no país. As bolsas norte-americanas voltaram a cair com muita força e afetaram os mercados brasileiros.Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 2,41%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 1,49%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,34%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 18,050% ao ano, frente a 17,600% ao ano ontem. O dólar fechou em R$ 2,1220, com alta de 1,77%.

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