Mercados pioram: queda da Bolsa é de quase 5%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ampliou a queda na tarde desta terça-feira e aproxima-se de uma perda de 5%. Por volta das 15h40, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - bateu no patamar mínimo do dia até este horário, em 43.978 pontos, com queda de 4,79%. O dólar está na cotação máxima, vendido a R$ 2,1200, em alta de 2,1200. Já o risco Brasil - que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País - sobe 11 pontos e está no patamar máximo, em 193 pontos-base.Preocupações com a China e com o crescimento dos Estados Unidos derrubaram os mercados no mundo todo nesta terça-feira. O feito dominó atingiu inicialmente os mercados asiáticos. A bolsa chinesa computou a maior perda em dez anos e a quarta desde que foi criada em 1990. O índice Xangai Composto caiu 8,9%, reduzindo para 14% os ganhos acumulados este ano e após ter computado uma impressionante alta de 130% no ano passado.O fato é que, sem nenhuma notícia específica e apenas com base em rumores do mercado, os investidores passaram a avaliar o risco de restrições aos investimentos na China. Os bastidores foram movimentados por especulações de que o governo poderá tomar medidas para conter os investimentos na reunião anual do congresso chinês, que começa em 5 de março. Segundo operadores, as especulações são de aumento do juro e de impostos, o que diminuiu a atratividade do investimento em ações. Estas medidas teriam o objetivo de combater movimentos especulativos, que vêm impulsionando o mercado, e esfriar a economia.Outras bolsas asiáticas também recuaram na terça-feira. Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 1,8%, perto da marca psicológica de 20.000 pontos - aos 20.147,87. Além da influência da China, investidores também estão na expectativa da divulgação do orçamento que o governo fará nesta quarta-feira. A Bolsa de Taiwan chegou a registrar 7.939,50 pontos durante as negociações, mas fechou praticamente estável na comparação com o pregão de ontem.O índice Kospi, da Bolsa sul-coreana, caiu 1,1%, e o mercado filipino encerrou o pregão também em queda de 1,4%, aos 3.331,29 pontos, com uma sessão de alto volume de negócios e movimento de correção do mercado, depois de ter registrado a maior alta em pontos dos últimos 10 anos na Sexta-feira.Queda em NY e na América LatinaA queda da bolsa chinesa também provocou estrago no mercado de ações norte-americano. O Índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - a queda é de 1,64%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - a perda é de 2,55%.Os mercados emergentes foram os mais atingidos pelo movimento de queda. Na Argentina, o índice Merval despencava 4,68%. No Chile, o IPSA recuava 3,71%. "Qualquer pedra no caminho da China que possa ser interpretado como uma desaceleração vai afetar a América Latina", disse Enrique Alvarez, analista da Idea Global, em Nova York.Aumentando as preocupações sobre o crescimento econômico dos Estados Unidos, um relatório do governo norte-americano mostrou que as encomendas de bens duráveis caíram 7,8% em janeiro, resultado pior que o esperado. Os mercados também eram afetados pelo ataque suicida a uma base dos Estados Unidos no Afeganistão durante a visita do vice-presidente norte-americano, Dick Cheney. Ele foi levado rapidamente para um abrigo antibombas logo após a explosão.

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