Mercados podem ter reagido exageradamente à desacelaração, diz Banco da Inglaterra

Os investidores podem ter exagerado na reação aos sinais de desaceleração econômica, embora estivessem certos em levar em consideração perspectivas de crescimento global mais fracas, disse o economista-chefe do Banco da Inglaterra, em entrevista a um jornal de domingo.

REUTERS

19 de outubro de 2014 | 11h18

"O que vimos na semana passada foram os mercados financeiros se aproximando dos dados", disse Andrew Haldane ao jornal britânico Observer.

"Possivelmente reagindo exageradamente em relação aos dados, mas certamente chegando mais perto deles, porque acho que as notícias vieram a conta-gotas, globalmente, quero dizer, notícias ligeiramente desatualizadas por vários meses."

Em uma semana turbulenta para os mercados internacionais motivada por temores sobre recessão na Europa e crescimento mais fraco no mundo, algumas leituras dos preços da dívida do governo britânico a certa altura sugeriam que os mercados não esperavam aumento de juros pelo Banco da Inglaterra no próximo ano.

Isso representou uma mudança brusca de algumas expectativas recentes de que as taxas mais importantes iriam começar a subir de sua baixa recorde de 0,5 por cento, possivelmente em novembro.

Os mercados terminaram a semana apontando para uma subida das taxas na metade de 2015, após Haldane dizer em um discurso na sexta-feira que essa previsão não era uma má aposta, dada a perspectiva de crescimento mais lento.

Haldane, que se tornou economista-chefe do Banco da Inglaterra em junho, também disse ao Observer que o Banco precisava melhorar sua previsão econômica depois de ter provado ser muito otimista sobre a rapidez com que a Grã-Bretanha se recuperaria da crise financeira.

(Reportagem de William Schomberg)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROBANCODAINGLATERRA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.