Mercados: pouquíssimos negócios

Os mercados tiveram hoje baixíssimo volume de negócios. Novamente, a apatia dos investidores segue o ritmo da indefinição dos principais fatores que influenciam os mercados, todos vindos do exterior. O fraco desempenho da balança comercial condiciona o humor dos mercados ao fluxo de investimentos estrangeiros. Estes, por sua vez, são influenciados pela situação na Argentina, nos Estados Unidos e na Turquia.Apesar da aprovação do orçamento do ano que vem na Câmara argentina na semana passada, os sinais são de dificuldades na aprovação agora no Senado. As expectativas de aprovação do pacote de ajuda internacional pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), passaram de 12 de dezembro para meados de janeiro, esfriando os ânimos. Além disso, na Turquia, que apresentou fortes sinais de crise financeira semana passada, o pessimismo é muito grande. A bolsa de Istambul opera no nível mais baixo do ano , com queda de 43% nas duas últimas semanas. Os juros do overnight explodiram, chegando a 2000% ao ano hoje. O humor do investidor internacional com países emergentes, assim, só se deteriora.Outra preocupação é quanto à evolução da economia norte-americana. Ela está em desaceleração, conforme política do FED - banco central dos EUA -, mas ainda não se sabe qual o ritmo da queda no crescimento da economia, mas teme-se que possa ser grande, chegando até a uma recessão. Essa hipótese prejudicaria bastante os investimentos no Brasil e as exportações brasileiras. Além disso, quase um mês depois das eleições, ainda não se conhece o sucessor de Bill Clinton e a batalha jurídica ainda está indeterminada. O próximo presidente - seja quem for -, já enfraquecido pelo empate nas urnas, tem sua situação fragilizada pelo embate na Justiça e demora para organizar a sucessão. Fechamentos dos mercadosA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,54%%. O dólar fechou em R$ 1,9790, com alta de 0,25%, atingindo, no meio do dia, a cotação mais alta desde 27 de outubro de 1999, R$ 1,9900. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia estáveis, pagando juros de 18,230% ao ano. As bolsas nos EUA ainda não fecharam, mas o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - operava, no final da tarde em alta de cerca de 2%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - operava apresentado estabilidade em relação ao fechamento de sexta-feira.

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