Mercados: primeiras reações à decisão do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou a expectativa da maioria dos analistas e manteve inalterada a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 18% ao ano. Desta vez, no entanto, o Comitê decidiu retirar o viés de baixa, estabelecido na reunião anterior. Com isso, a Selic permanecerá nesse patamar até a próxima reunião, marcada para os dias 22 e 23 de outubro.A expectativa de juro inalterado já estava refletida nas taxas de juro projetadas no mercado de futuros, que subiram nos últimos dias e, de maneira especial, na manhã de hoje. Porém, a surpresa da maioria dos investidores com o fato de o Comitê ter retirado o viés pode até intensificar a alta dessas taxas, que já vinha sendo alimentada pelas incertezas do cenário externo e do quadro eleitoral. Alguns operadores já se antecipavam dizendo que a retirada do viés poderia ser entendida como um sinal negativo.Às 14h13, os contratos futuros de DI, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com vencimento em janeiro do próximo ano, pagam taxa de 21,310% ao ano, frente a 20,920% ao ano negociados ontem. Os negócios no mercado cambial ainda não foram retomados. O dólar comercial encerrou o primeiro período do dia cotado a R$ 3,3470 na ponta de venda dos negócios, em alta de 2,98% em relação aos últimos negócios de ontem. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 2,53%.Incertezas internas e externasAlém da decisão do Comitê, analistas estão atentos ao cenário político. O candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, ampliou sua vantagem em relação ao segundo colocado na corrida eleitoral, o candidato do PSDB, José Serra. Tanto a pesquisa do Ibope quanto a do Vox Populi mostraram Lula crescendo nas intenções de voto e fortaleceram as chances do candidato vencer a disputa ainda no primeiro turno. O Ibope aponta Lula com 41%, contra os 19% de Serra. Segundo o Vox Populi, Lula teria 42% e Serra 17%.No cenário internacional, além da animosidade entre EUA e Iraque, o mercado aponta como razão de preocupação os sinais de desaquecimento da economia norte-americana e a aversão dos investidores internacionais ao risco. Tudo isso atrapalha o fluxo de recursos internacionais e, em conseqüência pressiona o dólar. Também deteriora o risco-país, que hoje voltou a superar a casa dos 1.900 pontos.Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - apresenta queda de 1,02%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - cai 1,49%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, está em queda de 0,72%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.