Mercados: reação negativa aos números dos EUA

O dia no mercado financeiro começou com a divulgação de números da economia norte-americana. O índice de preços ao produtor (PPI) registrou uma queda de 0,1% em março, refletindo o declínio de 2,6% nos preços da energia e o aumento de 1,1% dos alimentos. Excluindo os preços da energia e de alimentos, considerados preços que oscilam muito, o núcleo do PPI apresentou aceleração de 0,1%. O resultado do PPI ficou abaixo da previsão de analistas que esperavam por uma estabilidade de preços. O núcleo, no entanto, saiu como esperado. O número de pedidos de auxílio-desemprego na semana que terminou em 7 de abril apresentou uma elevação de 9 mil pedidos. Trata-se do maior nível desde 30 de março. O resultado contrariou as estimativas dos economistas de Wall Street, que esperavam queda de 3 mil nos pedidos. Outro número divulgado foi o número de vendas no varejo em março - queda de 0,2%. A estimativa dos analistas apontava para uma alta de 0,1%.Os resultados divulgados nessa manhã confirmam um desaquecimento da economia norte-americana aliado a um recuo da inflação. Esse cenário pode favorecer a mais um corte da taxa de juros nos Estados Unidos. Segundo alguns analistas, isso pode acontecer antes da próxima reunião do banco central norte-americano (Fed), marcada para 15 de maio. Diante dos resultado de desaceleração, as bolsas de Nova York podem apresentar tendência de queda, já que o desaquecimento econômico é um dos fatores que reduz a possibilidade de crescimento das empresas. Por outro lado, se o FED decidir por mais um corte de juros, as bolsas de Nova York podem retomar uma tendência favorável. De qualquer modo, essa recuperação depende de sinais mais claros em relação aos rumos da economia do país. Veja a abertura do mercado financeiroA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 2,20%, acompanhando as baixas das bolsas de Nova York. A Nasdaq - bolsa dos Estados Unidos que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - está em queda de 1,30% e o Dow Jones - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na bolsa de Nova York - opera em queda de 0,49%.O dólar comercial começou o dia em forte alta e chegou a ser negociado a R$ 2,1740 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,88% em relação aos últimos negócios de ontem. Há pouco, o dólar estava cotado a R$ 2,1700 - alta de 0,70% em relação ao fechamento de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 19,750% ao ano, frente a 19,318% ao ano registrados ontem.

Agencia Estado,

12 de abril de 2001 | 11h23

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