coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados: reações incertas à decisão do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu ontem reduzir a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 18,75% ao ano para 18,50% ao ano. Esta era a aposta de parte dos analistas. Há quem esperasse uma redução mais agressiva, de 0,5 ponto porcentual. Os mercados devem reagir de forma tranqüila à decisão do Copom, já que esta era uma das apostas. Porém, os analistas não descartam uma reação negativa, mesmo que pequena, já que o Comitê ficou com a opção mais conservadora.Em relação aos investimentos, a tendência de queda das taxas de juros abre a possibilidade de diversificação das aplicações para quem pretende apurar um ganho superior aos fundos referenciados DI - com juros pós-fixados -, assumindo um determinado grau de risco. O investimento em ações e em fundos cambiais são boas formas de diversificação, segundo analistas (veja mais informações no link abaixo).Além da decisão do Copom, outra notícia divulgada ontem após o fechamento dos mercados foi a aprovação do destaque de isenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A notícia não deve influenciar os negócios na Bolsa, dado que já era espera pelos investidores.Cenário externoNesta quinta-feira, o cenário externo deve atrair a atenção dos analistas. Na Argentina, ontem o dólar disparou depois das declarações da vice-diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anne Krueger, de que o organismo não desembolsará mais dinheiro para o país antes de o governo "resolver os problemas orçamentários das províncias". Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, o dólar fechou em 2,58 pesos (venda) e 2,47 pesos (compra), após ter sido negociado a 2,60 pesos - a maior cotação desde que o governo de Eduardo Duhalde liberou o câmbio, em 11 de fevereiro passado. Nos Estados Unidos, às 10h30 (horário de Brasília), será divulgada a inflação ao consumidor (CPI) referente ao mês de fevereiro. A expectativa é de uma alta de 0,20%. O Departamento do trabalho divulga no mesmo horário, o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 16 de março.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

21 de março de 2002 | 08h05

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.