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Mercados reagem a números dos EUA

As atenções dos investidores, que estavam concentradas na situação argentina, voltaram-se para os dados da economia norte-americana divulgados nessa manhã. A queda no número de vagas criadas foi de 223 mil em abril contrariando as previsões que indicavam aumento de 25 mil postos de trabalho. Trata-se da maior redução de vagas desde a recessão de 1991. A taxa de desemprego subiu 4,5%, superando as previsões, de alta de 4,4%. Os números sobre o mercado de trabalhos nos EUA provocaram reações no mercado financeiro brasileiro. Há pouco, o dólar estava cotada a R$ 2,2290 na ponta de venda dos negócios. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 0,50%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 21,500% ao ano, frente a 21,000% ao ano ontem.Os números norte-americanos não foram bem recebidos pelos investidores pois sinalizam um desaquecimento mais forte do que o esperado na economia dos EUA. Esse cenário tem influência direta no crescimento econômico mundial, inclusive no Brasil, pois a economia norte-americana é forte importadora da produção de vários países. Uma desaceleração mais forte nos EUA significa queda no volume de exportações de outras nações. Para evitar um desaquecimento econômico muito forte, o banco central dos Estados Unidos (Fed) tem reduzido as taxas de juros do país. A próxima reunião da instituição acontece no dia 15 de maio e os analistas começam a acreditar em um novo corte nas taxas. A última redução foi promovida em 18 de abril, em reunião extraordinária, quando caíram de 5,0% para 4,5% ao ano. Questão argentinaOs investidores também ficaram atentos durante a manhã à teleconferência realizada pelo ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, e o secretário de Finanças, Daniel Marx. Esperava-se que fossem estabelecidas as condições para a troca da dívida de curto prazo por papéis com vencimento mais longo junto aos bancos. Mas isso não aconteceu.Segundo apurou o correspondente Fábio Alves, em conferência, o ministro Cavallo afirmou que não divulgaria detalhes da operação de troca de dívida argentina porque precisaria, primeiro, da permissão de autoridades dos mercados de capitais dos Estados Unidos e da Argentina para adiantar informações. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

04 de maio de 2001 | 10h57

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