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Mercados reagem à operação abafa do governo

Os inúmeros focos de tensão que vêm preocupando os mercados continuam se agravando, à exceção de um: a crise política. Ontem, à meia-noite, líderes governistas divulgaram a relação dos parlamentares que retiraram seus nomes da lista da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção. No total foram 20 assinaturas e o governo ainda contabilizava mais 15, caso fosse necessário. Ou seja, a CPI foi arquivada.No acerto das contas, segundo estimativas da oposição, o governo teria liberado R$ 60 milhões somente em recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) para atender a deputados e senadores que mudaram de lado no pedido para a instauração da CPI. São recursos que seriam repassados para programas sociais coordenados por esses parlamentares. Para outros colaboradores, o apoio ao governo pode vir de maneiras diferentes. É o caso do senador Jader Barbalho, que pode sair ileso das acusações de que estaria envolvido com o desvio de verbas do Banpará e da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), um dos alvos declarados dos trabalhos da CPI. Também correm rumores de que o apoio de deputados do PFL da Bahia ligados ao senador Antônio Carlos Magalhães ao governo também pode ser uma indicação de que um acordo teria sido feito, poupando ACM da cassação. O futuro próximo confirmará ou não esses boatos. De qualquer forma, para os mercados, o fim da crise política é um acontecimento favorável em meio a tantas crises.Crise energética e Argentina estão no centro das atençõesEnquanto ninguém é capaz de prever o impacto da crise de abastecimento de energia no desempenho da economia, os investidores começam a tentar ajustar o valor dos ativos a uma nova realidade. O maior risco, além da queda na produção, é que diminua a entrada de investimentos diretos do exterior, que vêm cobrindo os rombos da balança de pagamentos. As conseqüências seriam desastrosas, especialmente para o câmbio. Além disso, uma redução na produção pode pressionar a inflação, com a falta de mercadorias.A situação da Argentina continua nebulosa, já que o mercado mantém-se cético com as medidas já apresentadas, sobretudo com as metas acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), consideradas pouco realistas. Enquanto não saírem as garantias esperadas, a renegociação da dívida de curto prazo com os bancos internacionais, os analistas não têm elementos para avaliar o quadro. E mesmo quando todas as medidas forem anunciadas, apenas um pacote coerente e factível será capaz de convencer os investidores da viabilidade de uma retomada econômica do país, há 34 meses em recessão.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

11 de maio de 2001 | 08h22

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