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Mercados reagem à possibilidade de alta dos juros nos EUA

O mercado financeiro está tendo uma reação negativa, como era de se esperar, aos dados da inflação nos EUA, que vieram bem acima do esperado pelos investidores. O CPI (inflação ao consumidor) foi de 0,5% em março nos EUA, acima da alta de 0,3% verificada em fevereiro e da previsão dos economistas, também de 0,3%. Só para se ter uma idéia da magnitude desta alta para uma economia estável como a americana, o CPI foi ligeiramente maior do que o brasileiro IPCA, que atingiu 0,47% no mesmo mês.A surpresa com a inflação reforçou a expectativa de que o Banco Central norte-americano (FED) vai subir os juros num prazo muito menor do que se esperava até alguns meses atrás. Esta expectativa provocou um rápido ajuste nos mercados hoje de manhã. Os juros dos títulos norte-americanos ampliaram a alta e jogaram para baixo os índices das bolsas internacionais. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 1,03%, às 12h37.Os juros dos títulos da dívida brasileira também reagiram à expectativa de alta da taxa nos Estados Unidos. O C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, opera em queda durante todo o dia. Às 12h29, era cotado a 95,750 centavos por dólar. O papel abriu cotado no patamar máximo do dia, em 96,250 centavos por dólar e já chegou à mínima de 95,500 centavos por dólar.A queda no valor dos títulos brasileiros puxou para cima o risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país. Por volta das 12h, a taxa está em 553 pontos base, o que significa que os investidores pedem um prêmio pelo risco dos papéis brasileiros de 5,53 pontos porcentuais acima dos juros norte-americanos. Câmbio e jurosCâmbio e juros são os mercados que reagem com menos força à piora externa. O dólar chegou a subir 0,2% após saírem os dados nos EUA, mas a alta já perdia ritmo instantes atrás. Às 12h44, a moeda norte-americana é cotada a R$ 2,8960 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,10% em relação às últimas operações de ontem.No mercado de juros, as taxas deveriam estar em queda diante da expectativa de corte da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se hoje e a maioria dos analistas espera uma redução da taxa. As apostas dividem-se entre um corte de 0,5 e 0,25 ponto porcentual (veja mais informações no link abaixo). Porém, com a possibilidade de alta dos juros nos Estados Unidos, as taxas no Brasil estão estáveis. Os contratos com taxas pós-fixadas, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), com vencimento em junho de 2004, estão em 15,770% ao ano ? patamar mínimo desta quarta-feira e mesmo patamar de fechamento dos negócios ontem.

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