Mercados reagem ao cenário externo e mantêm oscilação

O mercado financeiro mantém o movimento de oscilação dos últimos dias e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) devolve parte da alta registrada ontem, ao mesmo tempo em que o dólar recupera parte do que perdeu em relação ao real. Às 12h49, a Bolsa está no patamar mínimo do dia, em 18.027 pontos, apontando uma queda de 2,75%. O dólar comercial está cotado a R$ 3,1220 na ponta de venda dos negócios, em alta de 1,50% em relação às últimas operações de ontem. No mercado de juros futuros, os contratos com vencimento em junho pagam taxa de 15,600% ao ano.A piora do mercado doméstico, que ensaiou uma abertura um pouco mais calma, coincide com a retomada da pressão no exterior. O petróleo voltou a subir e se sustenta acima dos US$ 40 por barril. As bolsas em Nova York estão em queda. A Nasdaq ? bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet ? está em baixa de 2,18% e o índice Dow Jones ? que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York ? opera em queda de 1,14%.Cenário externo preocupaNa manhã desta quarta-feira o mercado financeiro se surpreendeu com o recorde de déficit comercial nos Estados Unidos (veja mais informações no link abaixo). A expectativa agora fica por conta dos índice de inflação que serão divulgados na quinta-feira e sexta-feira. Serão divulgas a inflação ao produtor e ao consumidor, respectivamente.Caso os índices de inflação venham acima do esperado, a reação dos mercados deve ser negativa. Inflação em alta exigirá uma elevação dos juros norte-americanos, o que prejudica as economias em todo o mundo. Para o Brasil, este cenário significa uma dificuldade maior para a retomada da atividade econômica, bem como uma possível saída de recursos dos investidores que passariam a buscar um ganho maior em ativos menos arriscados.Questão política internaNo Brasil, o mercado financeiro não esboça reação direta ao fato político do dia, que é a repercussão da decisão de Lula de cortar o visto do jornalista do New York Times que publicou matéria considerada ofensiva ao presidente. Há quem condene a atitude, por transformar um repórter que escreveu uma matéria errada em vítima, e há os que consideram natural a reação do governo.

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