finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados reagem com cautela ao racionamento

A notícia que está monopolizando as atenções do país hoje é o anúncio das regras do plano de contenção do consumo de energia elétrica do governo federal. As medidas descartam a possibilidade de apagões, ao menos num primeiro momento, o que agrada os investidores, pois reduz o impacto da crise energética na economia, mas há críticas e a reação dos mercados é de cautela. As penalidades foram consideradas muito severas, atingindo uma parcela muito grande da população. Muitos comentam que talvez o governo esteja sendo excessivamente rígido, pois os números de poupança de energia nos últimos dias já são significativos, o que indica uma mobilização da sociedade para a redução do consumo. Só no Estado de São Paulo, a Eletropaulo já registra queda espontânea de 6% no consumo geral nos últimos quinze dias, sendo 20% de economia entre consumidores residenciais. Desde a última quarta-feira, a redução é ainda maior, chegando a 10% na média geral. Além disso, existe o risco de uma enxurrada de ações de consumidores e órgãos representativos na Justiça contra o governo.De qualquer modo, a primeira impressão no mercado, é que as medidas podem surtir o efeito desejado, mesmo que pondo em risco a popularidade do governo no penúltimo ano de seu mandato. Teme-se que a oposição ganhe espaço nas eleições do ano que vem em função dos inconvenientes do racionamento, ameaçando o modelo de política econômica em vigor.Por fim, cresce o temor de queda significativa nos investimentos estrangeiros diretos em função da precariedade da infra-estrutura. O Brasil é muito dependente desses recursos para equilibrar suas transações com o exterior e qualquer diminuição tem um impacto direto no câmbio.Mercados aguardam troca de títulos argentinosQuanto à Argentina, ainda se espera o anúncio dos detalhes da operação de troca de títulos da dívida pública de curto prazo até segunda-feira, o que deve dar um alívio às contas públicas do país nos próximos anos. De qualquer forma, o governo ainda enfrenta o desafio de tirar a economia da depressão. Com o peso fixo e sobrevalorizado é difícil, pois os produtos argentinos têm pouca competitividade. No mercado, já se fala em novos cortes orçamentários, aumento da arrecadação, cortes seletivos de impostos e flexibilização de regras trabalhistas. Por enquanto a postura dos investidores é de cautela, mesmo que o risco de insolvência nas contas públicas no curto prazo diminua bastante com a reestruturação da dívida.Fechamentos dos mercadosOs contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 22,220% ao ano, frente a 22,650% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,62%. O dólar comercial para venda fechou praticamente estável em R$ 2,3040, com queda de 0,04%. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 1,01%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,47%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,24%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.