Mercados reagem mal à eventual saída de Dirceu

As incertezas em relação aos rumos da crise política iniciada pelo caso Waldomiro provocaram um forte ajuste no mercado de ações hoje. Os investidores preferem diminuir a exposição ao risco, principalmente às vésperas do feriado de Carnaval. É grande a expectativa em relação às notícias que serão divulgadas pelas revistas semanais durante o final de semana. A instalação da CPI sobre o caso Waldomiro ainda é dúvida, mas já se sabe que o ex-assessor parlamentar da Presidência da República será convocado para a CPI dos Bingos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda forte de 4,77%, para 20.951 pontos, e o volume financeiro somou R$ 1,347 bilhão. O mote para esta desmontagem de posições no mercado de ações foi a eventual saída do ministro José Dirceu da Casa Civil. Os investidores reavaliaram o impacto deste fato para a economia e, conseqüentemente para as empresas, o que muda a perspectiva para o valor das ações.Para o mercado de juros, o cenário político tem peso mais forte do que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que anunciou ontem a manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 16,5% ao ano. O contrato de juros pós-fixado mais negociado, o contrato de janeiro de 2005, encerrou o dia com taxa de 15,78% ao ano, contra 15,47% ao ano no fechamento de ontem.O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,9600 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,65% em relação às últimas operações de ontem. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 2,9570 e oscilou entre a máxima de R$ R$ 2,9610 e a mínima de R$ 2,9450. Com o resultado de hoje, o dólar registra alta de 0,95% em fevereiro e acumula baixa de 18,12% nos últimos doze meses.

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