Mercados: recuperação ainda é inconsistente

O sentimento predominante ainda é de cautela. Os mercados vêm registrando tendência de recuperação nos últimos quatro pregões, puxados pelo maior otimismo nos Estados Unidos. Mas ainda é cedo para afastar as incertezas quanto à situação econômica na Argentina, nos próprios Estados Unidos e até mesmo quanto à trajetória da inflação brasileira.Nos Estados Unidos, a percepção sobre os anúncios de resultados de empresas é de que o pior já passou. Agora, a tendência seria de maior estabilidade e alta nos índices depois de muitas quedas. Mesmo assim, a economia ainda não retomou o crescimento e ainda é incerto o tamanho e a data do novo corte nos juros dos EUA. A reunião bimestral do Fed - Banco Central dos Estados Unidos - está marcada para o dia 15 de maio, mas esperava-se uma reunião extraordinária antes disso. Hoje já são poucos os que acreditam nisso.No Brasil, foi divulgado hoje o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) referente à primeira quadrissemana de abril. O Índice registrou uma alta de 0,50%, praticamente estável em relação ao período anterior, quando apresentou elevação de 0,51%. Às 9h30 (horário de Brasília) será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente a março. O IPCA serve como base para as metas de inflação do governo, principal parâmetro de política monetária. Um resultado revelando forte pressão inflacionária pode levar a equipe econômica a elevar novamente os juros, o que afetaria a tendência de recuperação das cotações.E, por fim, na Argentina, a situação está mais calma, mas nem por isso menos grave. Ontem o governo leiloou US$ 700 milhões em títulos públicos a taxas levemente inferiores às do último leilão, mas o mercado esperava uma redução mais expressiva. De qualquer modo, os investidores somente ficarão mais tranqüilos se houver sinais claros de recuperação da economia, o que ainda é apenas uma possibilidade.

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