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Mercados recuperam-se no mundo inteiro

Amanhã os atentados terroristas a Washington e Nova York completarão um mês. Mas o quadro que se observa hoje não é tão sombrio quanto se previa no dia 11 de setembro. As bolsas no mundo inteiro operam em níveis muito próximos aos observados antes dos ataques e a Bolsa de Londres e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - já negociam em patamares mais elevados.A avaliação geral é que o governo norte-americano foi rápido em realizar cortes drásticos nos juros e em liberar recursos para estimular a economia. Espera-se que a recuperação do crescimento econômico já ocorra na segunda metade do ano que vem. Hoje, inclusive, circularam rumores negados pelo Pentágono de que Osama bin Laden tivesse sido capturado, estimulando ainda mais os investidores. A notícia significaria que a ação militar na Ásia Central pode estar muito mais próxima de um desfecho exitoso do que se imaginava. O presidente George W. Bush falará à nação às 21 horas de Brasília.Na Argentina, o clima nos mercados hoje foi de relativo otimismo. O risco país continua sendo o mais elevado do mundo, mas caiu ligeiramente, mantendo-se acima dos 1800 pontos durante todo o dia. As eleições legislativas, que vinham trazendo muitas pressões políticas ao governo, serão realizadas no domingo. Espera-se uma vitória abrangente da oposição, o que pode dificultar a adoção de medidas impopulares.Mas, ao menos em relação aos últimos meses de paralisia, a governabilidade aumenta agora que a campanha eleitoral se encerra. Já foi anunciada ampla reforma ministerial até segunda-feira. E também são esperadas novas medidas de estímulo ao consumo e investimento, além de cortes orçamentários. O governo também deve ser mais agressivo na renegociação da dívida interna e externa. O pacote também deve ser divulgado até segunda-feira.Os mercados brasileiros ainda não se recuperaram desde o choque de 11 de setembro, em grande parte, por causa da deterioração da situação argentina. Porém, a retomada dos mercados externos e a expectativa de rápida recuperação da economia mundial alivia as pressões, assim como as fortes chuvas que caem no Sudeste atenuam as preocupações em relação à crise energética. Ao que tudo indica, não surgindo notícias negativas da guerra no Afeganistão, o foco dos mercados voltará a se concentrar na Argentina. No momento, a situação para o Brasil parece estabilizada, apesar das preocupações com a queda no fluxo de capitais para o Brasil, alta do dólar e desaceleração econômica que se seguiram aos ataques terroristas. Assim, não se espera que a Selic - taxa básica de juros da economia - seja alterada na próxima reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 16 e 17.Amanhã os mercados internacionais funcionarão normalmente, mas a implantação do horário de verão no Brasil, e o seu fim no hemisfério norte, alteram o horário de funcionamento dos mercados. No Brasil, a partir de segunda-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a BM&F (Bolsa Mercantil e de Futuros) funcionarão entre 11 e 18 horas.Fechamento dos mercadosA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 3,08%. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,7820, com alta de 0,36%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 24,000% ao ano, frente a 23,950% ao ano ontem. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em alta de 3,91%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,83%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 4,62%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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