Mercados resistem à piora da crise argentina

A Argentina continua no foco das atenções dos investidores e o mercado financeiro no Brasil tenta manter o equilíbrio. A expectativa agora é saber de onde o governo argentino vai tirar os recursos para pagar as dívidas que vencem até o fim do ano e se o país vai ceder às pressões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para abandonar o regime de conversibilidade. O ministro da Economia Domingo Cavallo convocou uma reunião extraordinária para as 14 horas com a equipe econômica com o objetivo de decidir como serão feitos os pagamentos. Entre as saídas em estudo, o governo estaria pensando em sacar os recursos necessários dos fundos de pensão privados, como admitiu o secretário da Fazenda, Jorge Baldrich, ao jornal Clarín. Outra alternativa seria usar parte das reservas internacionais do Banco Central. Também circulava a informação de que o governo deixaria de pagar os salários dos servidores estatais e aposentados neste fim de ano, mas o ministro Cavallo negou. Mercados no Brasil mantêm equilíbrio Embora a negativa do FMI em desembolsar dinheiro para a Argentina esteja acelerando um desfecho naquele país, o mercado brasileiro voltou a sinalizar esta manhã que está muito menos vulnerável a um colapso financeiro no país vizinho. A possibilidade de o Brasil sofrer o efeito contágio não está totalmente afastada mas, caso aconteça, será temporário e limitado, acreditam os analistas. Às 15h03, o dólar comercial estava cotado a R$ 2,4260 na ponta de venda dos negócios, em queda de 0,41% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,83%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 21,060% ao ano, frente a 21,200% ao ano ontem. O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires registra alta de 5,27%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera com alta de 0,15%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - está em alta de 0,13%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

06 Dezembro 2001 | 15h07

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