Mercados: resumo da semana

A semana que passou consagrou o otimismo dos mercados em relação às perspectivas da economia brasileira. A política de juros em queda, inaugurada dia 21 de junho, aliada a crescimento econômico sem inflação. A euforia foi maior conforme o final da semana foi se aproximando, dados o sucesso de duas grandes operações promovidas pelo governo. O Tesouro esperava lançar pouco mais de US$ 1 bilhão em títulos da dívida externa para trocá-los nos mercados internacionais em substituição aos atuais. A diferença é um prazo mais longo e juros menores. Porém a aceitação surpreendeu, e o acabou trocando cerca de US$ 5 bilhões, um sinal de aprovação do exterior ao Brasil. Além disso, o governo leiloou as ações que excedem o mínimo necessário para manter o controle da empresa, tendo ampla adesão dos trabalhadores, que puderam aplicar parte de suas contas de FGTS na operação, e dos investidores estrangeiros, que levaram cerca de 60% dos papéis.O cenário internacional ajudou, com os dados preliminares dos Estados Unidos indicando uma desaceleração suave da economia. Com isso, não são esperados aumentos nas taxas de juros dos EUA mais esse ano. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova Iorque - operou em relativa estabilidade. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova Iorque - já subiu 4,91% desde 28 de julho, numa tendência de alta moderada.A surpresa foi que, apesar do resultado parcial do julgamento do Supremo Tribunal Federal em favor dos reajustes referentes aos expurgos dos Plano Verão e Collor I nas contas de FGTS, o otimismo prosseguiu. Vale lembrar que se o STF decidir pela correção, a conta para o Tesouro pode chegar a R$ 53,3 bilhões. O julgamento foi suspenso por 15 dias. A Bovespa fechou a semana em alta, destacando-se o resultado da sexta-feira - alta de 3,33% - refletindo o otimismo que foi se generalizando ao longo dos dias. Os juros entraram num período de queda, na expectativa de fixação da Selic em patamares mais baixos que os atuais. Mas o dólar permaneceu estável oscilando, desde 2 de agosto entre R$ 1,79 e 1,80, num nível que o mercado julga ideal, no atual contexto.Dia-a-dia:Segunda-Feira (07/08)Os mercados seguiram estáveis, devido à ausência de elementos de instabilidade no cenário político brasileiro e às expectativas estáveis em relação à reunião do FED, para definir os juros norte-americanos. Desse modo, as atenções se voltaram para as poucas negociações do dia e para os eventos da semana, que são o leilão de ações da Petrobras que excedem o mínimo necessário para manter o controle da empresa; o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da correção do FGTS por perdas nos antigos planos econômicos na quinta-feira e a divulgação do Índice de Preços no Atacado (PPI) dos Estados Unidos, na sexta-feira. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,40%, com pequenas oscilações, puxada pela alta das ações da Petrobras. As ações da Petrobras ON subiu 3,04%. Podem ter contribuído para a alta dos papéis da Petrobras, de acordo com a percepção do mercado, o aumento da adesão das pessoas físicas aos Fundos Mútuos de Privatização desde sexta-feira. Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,78970, com pequena alta de 0,22%. Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Iorque - fechou em alta de 0,92%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 2,00%.Juros - Após o fechamento do mercado, a Fundação Getúlio Vargas divulgou o índice Geral de Preços - disponibilidade Interna (IGP-DI), acima das expectativas (1,58%) . Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,460% ao ano.Terça-Feira (08/08)O destaque do dia foram as expectativas com relação ao leilão das ações da Petrobras. O mercado continuou tranqüilo, mas atento a fatos que possam influenciar as reuniões do Copom e do Fed, ambas dia 22. O único fato que causa maior apreensão é o julgamento das correções das contas de FGTS durante os planos econômicos da época da inflação. Bovespa - A Bovespa fechou em queda de 0,65%, atingindo a impressionante marca de R$ 1,145 bilhões. As ações ON da Petrobras, que o governo leiloará na próxima semana, foram as mais negociadas, e fecharam em R$ 45,95, com queda de 3,26%.Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,7890, com alta de 0,37%.Juros - Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 17,380% ao ano.Bolsas americanas - O Dow Jones fechou em alta de 1,01%, e a Nasdaq fechou em queda de 2,16%. Quarta-Feira (09/08)O destaque do dia foram as negociações com papéis da Petrobras, fazendo com que a Bovespa registrasse um grande volume de negócios. A maior apreensão continuou sendo o julgamento da correção das contas de FGTS. Nos Estados Unidos foi divulgado um relatório sobre o desempenho da economia norte-americana em junho e julho, sinalizando desaceleração econômica e, consequentemente, dando maior tranqüilidade às empresas norte-americanasBovespa - A Bovespa fechou em queda de 2,08%, pois os investidores venderam outros papéis para comprar ações da Petrobras. Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,7970, com alta de 0,06%., ficando praticamente estável. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,280% ao ano. Isso porque a expectativa do governo é que a taxa básica de juros do País (Selic) chegue a 15% ao ano até o final do ano.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones fechou em queda de 0,65%. A Nasdaq fechou em alta de 0,13%.Quinta-feira (10/08)O otimismo do mercado monetário hoje foi reflexo do sucesso da troca de US$ 5,15 bilhões em títulos da dívida externa brasileira e do leilão das ações da Petrobras, que movimentou R$ 7,2 bilhões. A boa notícia para os juros foram a compra de 60% dos papéis por investidores estrangeiros, o que significou entrada de dólares no país. Quanto aos investidores brasileiros, aproximadamente 335 mil brasileiros aplicaram em papéis da empresa, 310 mil com recursos do FGTS.Bovespa - A Bovespa fechou em alta de 1,82%, impulsionada pelos resultados do leilão da Petrobras.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones fechou em alta de 0,76%. A Nasdaq fechou em alta de 0,03%. O dólar fechou em queda de 2,43%. Câmbio - O dólar fechou estável em R$ 1,7970Juros - Com o sucesso da operação da troca de títulos da dívida externa, as apostas continuam na tendência de queda ao longo do semestre. Desse modo, os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,040% ao ano.Sexta-feira (11/08)O cenário econômico se manteve favorável, sem maiores novidades. Nem mesmo o julgamento das correções das contas de FGTS relativas aos expurgos realizados nos planos Econômicos durante a época de inflação alta atrapalharam o otimismo, que se deve ao sucesso do leilão da Petrobras e à troca de títulos da dívida externa.Bovespa- A Bovespa fechou em alta de 3,33%Bolsas norte-americanas - O Dow Jones fechou em alta de 1,09%. A Nasdaq fechou em alta de 1,09%.Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,8000, com alta de 0,17%Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,840% ao ano.Números da Semana segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa+1,40%- 0,65%- 2,08%,+1,82%+3,33%DólarR$ 1,78970R$ 1,7890R$ 1,7970R$ 1,7970R$ 1,8000Juros (DI a termo)17,460%17,380%17,380%17,040%16,840%Nasdaq+ 2,00%- 2,16%.+0,13%.+0,13%.+1,09%.Dow Jones+ 0,92%+1,01%,- 0,65%.-0,76%.+1,09%.

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