Mercados: resumo da semana

A semana começou embalada pelo otimismo que se seguiu ao sucesso das operações de leilão de ações da Petrobras e de troca de títulos da dívida externa brasileira por papéis em termos mais interessantes para o governo da semana anterior. A segunda-feira foi um dia de euforia em todos os mercados. As expectativas já começavam a tomar corpo em relação às duas reuniões da próxima semana: dia 22 reúnem-se o Conselho de Política Monetária (Copom), para definir o novo valor da Selic - a taxa básica de juros do Brasil -, e do banco central norte-americano (Fed), que decide o novo patamar dos juros dos EUA. A maioria dos analistas prevê aumento nos juros dos Estados Unidos após as eleições presidenciais de 7 de novembro e redução da Selic em 1 ponto porcentual até o final do ano. Para a próxima reunião, prevê-se queda de meio ponto porcentual.Más notíciasForam divulgados, essa semana, a segunda prévia de agosto do Índice Geral de Preços (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com alta de 1,87% e do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas, com alta de 2,07%. Esses índices ficaram acima do previsto, preocupando os mercados. Se a inflação sair de controle, a queda dos juros prevista pelo mercado pode não ocorrer. Mas o governo já declarou que as altas deveram-se a fatores temporários, e não a tendências inflacionárias, o que não afetaria a decisão a respeito dos juros.Está suspenso, porém, o julgamento da correção dos expurgos inflacionários ocorridos nos planos econômicos nas contas vinculadas ao FGTS. Com o resultado parcial da votação, o governo pode sofrer um prejuízo de até R$ 38 bilhões. Para evitar esse gasto, já está tentando editar medida provisória para impedir que os trabalhadores entrem com ações na Justiça exigindo seus direitos.O preço do petróleo voltou a preocupar. O preço do barril tipo Brent para entrega em setembro valorizou-se 22% desde 31 de julho. A próxima reunião dos ministros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) será em Viena, dia 10 de setembro. Os países-membros devem discutir um aumento da produção para derrubar os preços, mas muitos opõe-se à medida.Na quarta-feira, surgiram notícias a respeito das dificuldades da Argentina em lançar títulos na Europa e no Japão. Mas, no dia seguinte, o governo daquele país conseguiu realizar a emissão de Eurobônus com sucesso parcial. A preocupação ressurgiu na sexta-feira, com boatos sobre a demissão do ministro da economia argentino e de redefinição de metas com o FMI - Fundo Monetário Internacional.Investidores estrangeiros vêem Brasil com otimismoNa quinta-feira, a agência de avaliação de risco Moody´s anunciou que está estudando a elevação do rating (classificação) do Brasil. Além disso, na sexta-feira, o banco Morgan Stanley, com volume de recursos expressivo na América Latina, aumentou o peso do Brasil, que passou o México, de 36,8% para 39,9% no seu índice de fundos para a região. E analistas acreditam que a agência de avaliação de risco de investimentos Standard & Poor´s deve elevar o rating (classificação) do Brasil até outubro.As tendências dos mercadosTanto os juros, como o dólar haviam atingido, segundo analistas, níveis muito baixos, e tiveram recuperações ao longo da semana. O dólar vem subindo desde 31 de agosto, fechando hoje em R$ 1,8180. Já a Bolsa de Valores de São Paulo oscilou mais no decorrer dos dias em função do noticiário. O Dow Jones - Índice que mede a valorização das ações mais negociadas na bolsa de Nova Iorque - tem indicado tendência de alta desde 28 de julho - dada a expectativa de manutenção dos juros - com pico dia 14 de agosto, e pequenas quedas a partir de então. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova Iorque - tem apresentado tendência de pequenas altas desde 11 de agosto.Dia-a-dia:Segunda-Feira (14/08)Bovespa - A Bolsa fechou em alta de 2,39%, puxada pela alta das ações da Petrobras. Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8050, com pequena alta de 0,28%. Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Iorque - fechou em alta de 1,34%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 1,58%.Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,750% ao ano.Terça-Feira (15/08)Bovespa - A Bolsa fechou em queda de 0,37%, pressionada pelo mercado de futuros.Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,8060, com alta de 0,06%.Juros - Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 16,900% ao ano.Bolsas americanas - O Dow Jones fechou em alta de 0,98%, e a Nasdaq fechou em queda de 0,05%. Quarta-Feira (16/08)Bovespa - A Bolsa fechou em queda de 2,33%.Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,8130, com alta de 0,39%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,170% ao ano. Bolsas norte-americanas - O Dow Jones fechou em queda de 0,53%. A Nasdaq fechou em alta de 0,25%.Quinta-feira (17/08)Bovespa - A Bolsa fechou em alta de 2,15, com as notícias sobre possível elevação do rating brasileiro pela agência Moody´s.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones fechou em alta de 0,43%. A Nasdaq fechou em alta de 2,06%. Câmbio - O dólar fechou estável em R$ 1,8110, com queda de 0,11%Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,930% ao ano. Sexta-feira (18/08)Bovespa- A Bolsa fechou em queda 2,20%%, com a veiculação de notícias a respeito de dificuldades da economia argentina.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones fechou em queda de 0,08%. A Nasdaq fechou em queda de 0,27%.Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,8180, com alta de 0,39%Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,200% ao ano. Divulgadas as prévias do IPC da Fipe e do IGP-M da FGV, acima do previsto pelo mercado. segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)+2,39%-0,37%-2,33%,+2,15%-2,20%Dólar (fechamento)R$ 1,8050R$ 1,8060R$ 1,8130R$ 1,8110R$ 1,8180Juros (DI a termo ao ano)16,750%16,900%17,170%16,930%17,200%Nasdaq (variação)+1,58%-0,05%.+0,25%.+2,06%.-0,27%.Dow Jones (variação)+1,34%+0,98%,-0,53%.+0,43%.-0,08%.

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