Mercados: resumo da semana

Os mercados tiveram uma semana bastante calma, conforme previsto, devido aos feriados de segunda-feira nos Estados Unidos e de ontem no Brasil. Os volumes de negócios foram bastante fracos, e a falta de notícias que trouxessem apreensão aos investidores contribuíram para a calmaria. O cenário econômico permanece bastante estável e com boas perspectivas no longo prazo. Na terça-feira, foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de agosto, que ficou em 1,55%, dentro da expectativa do mercado. No mesmo dia, o anúncio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de que a inflação do mês deve ficar próxima de zero reforçou a confiança dos investidores. O governo também foi bastante ágil em reforçar a validade das metas para os próximos anos.O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, esteve em visita às principais agências de rating (classificação de risco) para fornecer informações a respeito da situação brasileira. A expectativa é de melhora da avaliação do risco de se investir no Brasil, o que atrairia investimentos estrangeiros e daria margem para o governo buscar melhores condições para os seus papéis, incluindo prazos maiores e juros mais baixos.Para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), foi marcante a alteração, pela Comissão de Valores de São Paulo (CVM), das regras para oferta pública dos controladores. A nova instrução restringiu as operações de fechamento branco de capital. Essas operações ocorrem quando os controladores recompram papéis, mantendo apenas o mínimo necessário para negociação em Bolsa. Com isso, os investidores que apostavam em empresas com planos de realizar ofertas públicas amargaram perdas. Houve um movimento geral de queda dos papéis de empresas privatizáveis, cujos recursos migraram em boa parte para ações de empresas privatizadas, com conseqüentes altas.A má notícia para os mercados mundiais tem sido o preço do petróleo, que atingiu os níveis mais altos desde a Guerra do Golfo, há dez anos. No próximo domingo, os ministros de petróleo dos países-membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) reúnem-se em sua sede em Viena. O foco do debate será o aumento da produção com vistas a reduzir os preços. Como está chegando o inverno no hemisfério Norte, o consumo do produto deve aumentar e a pressão dos países consumidores tem sido grande. A apreensão é que uma alta prolongada possa causar uma recessão mundial. Leia mais a respeito na próxima matéria sobre as perspectivas para a próxima semana.MercadosOs investidores foram acalmados em relação aos rumos da inflação, o que fez as taxas de juros caírem ao longo da semana. A estabilidade e boas perspectivas da economia brasileira fizeram a Bovespa acumular valorização de 2,05% desde 21 de agosto. O dólar, por sua vez, vem oscilando em torno da cotação de R$ 1,82 nas últimas duas semanas. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - vem acumulando alta de 6,75% desde 28 de agosto. A estabilidade nos juros dos EUA e os sinais de desaceleração da economia reforçam a confiança dos investidores na economia tradicional, afastando os temores de um choque recessivo mais à frente por pressão inflacionária. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -, porém, influenciada pelas preocupações com o preço do petróleo, acumula queda de 6,04% desde 1º de setembro.Dia-a-dia:Segunda-Feira (04/09)Feriado nos EUA e poucas notícias garantiram poucas oscilações e pequeno volume de negócios nos mercados. O feriado de 7 de setembro deve prolongar o marasmo. Amanhã será divulgado o IPC da Fipe e domingo a Opep se reúne para discutir o preço do petróleo. Armínio Fraga reafirmou as metas do governo e anunciou viagem a Nova York e Londres para visitar agências de rating. Veja os números dos fechamentos de hoje.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,20%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8270, com alta de 0,11%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,060 % ao ano, frente a 17,020% ao ano na sexta-feira.Bolsas norte-americanas - Não funcionaram, devido ao feriado.Terça-Feira (05/09)A queda significativa da Nasdaq e a instrução baixada pela CVM na segunda-feira impedindo o fechamento branco de capital derrubaram a Bovespa. Muitos investidores que apostavam em grandes operações de compra foram frustrados pelas novas normas da CVM. Mas a divulgação do IPC da Fipe dentro do esperado animou o mercado de juros, que fecharam em queda. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 1,07%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8220, com queda de 0,22%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,000 % ao ano, frente a 17,060% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,19%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 2,15%.Quarta-Feira (06/09)FGV anima mercado de juros anunciando que a inflação de setembro deve ficar em cerca de 0%. O presidente do BC confirma que pico da inflação já passou. Na bolsa e nos mercado de câmbio, o volume de negócios foi pequeno. Na Bovespa, o destaque foi para a troca das ações de privatizadas por privatizáveis, em função da limitação ao fechamento branco de capital. E o preço do petróleo continua em alta. Veja os números dos fechamentos de hoje.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 0,95%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8210, com queda de 0,11%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,880 % ao ano, frente a 17,000% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,44%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 3,13%.Quinta-feira (07/09)Os mercados brasileiros estiveram fechados por causa do feriado.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,45%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 2,12%.Sexta-feira (08/09)Os mercados estiveram apáticos depois do feriado, com volume de negócios muito baixo. Com o ambiente de estabilidade no Brasil e no exterior, não houve muito o que influenciasse os índices brasileiros significativamente. Porém, um fato tem concentrado as atenções dos mercados no mundo inteiro: o preço do petróleo.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,89%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8180, com queda de 0,16%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,810% ao ano, frente a 16,880% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,34%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 2,90%. segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)+0,20%-1,07%+0,95%,--0,89Dólar (fechamento)R$ 1,8270R$ 1,8230R$ 1,8210-R$ 1,8180Juros (DI a termo ao ano)17,060%17,000 %16,880%-16,810%Nasdaq (variação)--2,15%.-3,13%.+2,12%-2,90%.Dow Jones (variação)-+0,19%,+0,44%.-0,45%-0,34%.

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