Mercados: resumo da semana

Pela terceira semana consecutiva, o petróleo vem dominando as oscilações nos mercados financeiros mundiais. Na quinta-feira, encerrou-se a reunião de chefes de Estado dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros importantes produtores mundiais. A declaração de Caracas, sede do encontro, afirmava compromisso da Opep de continuar fornecendo petróleo a preços justos e estáveis, mas não fez nenhuma menção a aumentos imediatos na produção. Representantes da Arábia Saudita reafirmaram ter capacidade ociosa de 2 milhões de barris diários, com a possibilidade de oferta dessa quantia em 30 dias, mas nenhuma medida concreta foi anunciada, e nada deve ocorrer até a próxima reunião de ministros da Opep, marcada para 12 de novembro.O euro, que vem preocupando os mercados, oscilou bem menos essa semana, com receios de nova intervenção dos bancos centrais dos principais países industrializados. Na quinta-feira, a Dinamarca decidiu, através de plebiscito, pela não-adesão à moeda única européia, o que, embora esperado, confirmou a baixa credibilidade do euro.No Brasil, contrariamente ao cenário de instabilidade apresentado no resto do mundo, as perspectivas são muito boas. Tanto a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na quinta-feira, como o relatório de inflação do Banco Central, divulgado hoje, tranqüilizaram o mercado, em especial, o mercado de juros. Os documentos reafirmaram a superação em mais de R$ 2 bilhões das metas estabelecidas com o Fundo Monetário Internacional em relação às contas do governo. Da mesma forma, a inflação confirmou queda, refreando temores de que os repiques de julho e agosto contaminassem os índices dos demais meses do ano. As previsões também são otimistas em relação ao crescimento econômico, de 4% em 2000. As perspectivas, segundo analistas é que haja espaço para uma pequena queda de juros até o final do ano. Mesmo em relação ao petróleo, o governo afirma ainda ser precipitado discutir aumentos, já que os preços do petróleo estão oscilando muito.MercadosO petróleo bruto do tipo Brent para entrega em novembro tem sido negociado em Londres com tendência de queda desde 20 de setembro, quando atingiu a cotação máxima do dia de US$ 34,81 por barril. Hoje, o fechamento acusava negócios a US$ 29,26. Sem notícias concretas que afetem diretamente os preços, os analistas julgam improvável que as cotações se afastem do patamar de US$ 30.Depois da intervenção dos bancos centrais dos principais países industrializados para elevar as cotações do euro no dia 22, a moeda tem oscilado pouco. Nos últimos 4 dias, tem sido negociada em torno de US$ 0,88, acima da maior baixa histórica de 20 de setembro, quando atingiu US$ 0,8460.As bolsas norte-americanas, afetadas tanto pela desaceleração da economia dos EUA, como pela baixa do euro, que prejudica as exportações das empresas para a Europa e os altos preços do petróleo. O Dow Jones- Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - vem oscilando bastante, sem tendência clara de alta ou baixa, desde 20 de setembro. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - tem apresentado tendência de queda nas cotações médias de cada dia desde o início do mês, com poucos repiques de alta.A Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - tem acompanhado as bolsas norte-americanas, oscilando bastante, mas sem indicação clara de alta ou baixa. O que tem decepcionado na Bolsa paulista é o baixo volume de negócios. Além da falta dos investidores estrangeiros, há um movimento de emissão de recibos de ações - DRs - para negociação em mercados no exterior pelas grandes empresas brasileiras.Com o bom cenário interno, os juros vem caindo desde 22 de setembro. Os contratos de juros de DI a termo baixaram de 17,180% ao mês para 16,940 hoje. O dólar teve queda nas cotações médias desde o dia 26, de R$ 1,8510 no fechamento, para R$ 1,8450 hoje. Dia-a-dia:Segunda-Feira (25/09)Os mercados de petróleo cru e euro sofreram intervenções dos governos das principais economias mundiais entre sexta-feira da semana passada e segunda-feira. O mercado trabalhava com a possibilidade de mais ações, e, com isso, caíram os preços do petróleo. Se o euro não subiu significativamente, pelo menos não oscilou tanto e foi negociado em patamares um pouco mais elevados. De qualquer forma, as bolsas norte-americanas caíram, prejudicando o desempenho da Bovespa. O dólar subiu, mas os juros caíram.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,21%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8500, com alta de 0,27%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,120% ao ano, frente a 17,150% ao ano na sexta-feira.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,36%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 1,64%.Terça-Feira (26/09)Os mercados no mundo inteiro continuaram oscilando em função das variações no preço do petróleo e das cotações do euro. Na quarta-feira, começou a reunião dos presidentes da Opep e surgiram vários boatos de que os governos dos principais países industrializados interviriam no euro. As bolsas norte-americanas caíram e o cenário no curto prazo é de instabilidade. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,39%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8510, com alta de 0,05%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,100 % ao ano, frente a 17,120% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em baixa de 1,64%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em baixa de 1,39%.Quarta-Feira (27/09)A Bovespa fechou o dia em queda de 2,50%. O impulso foi dado por operações de "stop loss" de instituições financeiras. O desaquecimento da economia dos EUA vêm afetando a lucratividade das empresas e derrubando as bolsas no mundo todo. Mas as boas notícias sobre a inflação, com a divulgação do IPC e IPCA-15 bem abaixo do esperado provocaram queda nos juros. O dólar parecia ter se firmado no novo patamar de R$ 1,85.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 2,50%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8490, com queda de 0,11%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,080 % ao ano, frente a 17,100% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,03%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 0,89%.Quinta-feira (28/09)O mercado respondeu com entusiasmo à significativa queda do petróleo. No Brasil, houve algumas boas notícias, em especial, relacionadas à boa situação das contas públicas. A ata do Copom reafirmou as metas do governo e descartou, por enquanto, aumentos nos combustíveis. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 1,04%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8440, com baixa de 0,27%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,950 % ao ano, frente a 17,080% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,84%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 3,34%.Sexta-feira (29/09)A ata da reunião do Copom e o relatório de inflação do Banco Central acalmaram os mercados em relação às condições da economia brasileira, derrubando os juros. Mas a instabilidade externa continua, afetando a Bovespa, que vem operando com baixíssimo volume de negócios. O dólar, por sua vez, não tem oscilado muito, mas também não tem se afastado muito do patamar de R$ 1,85. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,53%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8450, com alta de 0,05%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,940% ao ano, frente a 16,950% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em baixa de 1,60%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em baixa de 2,79%. segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)-0,21%-0,39%-2,50%,+1,04%-0,53%Dólar (fechamento)R$ 1,8500R$ 1,8510R$ 1,8490R$ 1,8440R$ 1,8450Juros (DI a termo ao ano)17,120%17,100%17,080%16,950%16,940%Nasdaq (variação)-1,64%-1,39%-0,89%+3,34 %-2,79%Dow Jones (variação)-0,36%-1,64%,-0,03%+1,84%-1,60%

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