Mercados: resumo da semana

As previsões para essa semana indicavam calma nos negócios, devido ao meio-feriado de segunda-feira nos Estados Unidos, que coincidiu com o feriado judaico de Yom Kippur, além do feriado numa quinta-feira de Nossa Senhora Aparecida no Brasil. Internamente, inclusive, o cenário está estável e favorável, com índices de inflação para o mês dentro de todas as expectativas de queda da inflação, que deve fechar respeitando os limites das metas de inflação, mesmo se houver reajuste dos combustíveis. O cenário interno, porém, parece só ter sido suficiente para disciplinar as oscilações dos mercados, as quedas na Bovespa e altas nos juros e dólar. Mesmo porque a tranqüilidade interna está longe de se reproduzir no exterior.O petróleo continua sendo o ponto nevrálgico das oscilações nos mercados internacionais. É certo que as empresas norte-americanas estão divulgando seus balanços trimestrais em outubro, com resultados abaixo do prometido. A culpa deve-se às baixas cotações do euro, que prejudicam as exportações para a Europa e a desaceleração das taxas de crescimento econômico, resultando em menor faturamento para as empresas. Mas, o ponto principal, além dos baixos estoques de óleo para aquecimento nos Estados Unidos, é o acirramento dos conflitos em Israel e nos territórios Palestinos.Tensões no Oriente Médio derrubam mercadosHá duas semanas, multidões enfurecidas de palestinos iniciaram uma série de tumultos, insurgindo-se contra forças policiais e militares de Israel, e sofrendo fortes represálias. A escalada nos conflitos culminou com o linchamento de dois soldados israelenses, que se encontravam detidos em uma delegacia de Ramallah, na Cisjordânia. Em represália, helicópteros israelenses atacaram alvos terrestres com mísseis em território controlado pela Autoridade Palestina. O saldo dos conflitos é de cerca de 100 mortos dentre os palestinos e seis dentre os israelenses.Ontem, um destróier norte-americano foi atacado no Iêmen, possivelmente por extremistas islâmicos, matando 17 pessoas a bordo. Além disso, os demais países muçulmanos, em especial os árabes, têm se manifestado veementemente contra Israel e o ocidente. Crescentemente, os mercados têm temido o envolvimento de países produtores de petróleo nos confrontos. Os eventos de ontem levaram os mercados a fortes oscilações, guiadas pelas cotações do petróleo nos mercados internacionais.MercadosOs mercados no Brasil e no mundo obedeceram a uma tendência geral pessimista desde 5 de outubro, com cotações extremas na quinta-feira, devido aos conflitos no Oriente Médio. A exceção foi a Nasdaq, que vem caindo com mais força desde 1º de setembro, acumulando queda de 27,39%. De 5 a 12 de outubro, as altas no preço do barril de petróleo Brent tipo cru para entrega em novembro acumularam valorização de 15,72%. No mesmo período, a queda do Dow Jones foi de 6,95%.No Brasil, de 5 a 13 de outubro, o dólar valorizou-se 1,30%, considerando-se as cotações de fechamento. Na sexta-feira, a cotação máxima do dia foi de R$ 1,8830, a mais alta desde 3 de dezembro do ano passado. A Bovespa acumulou queda de 5,97% no mesmo período, e os juros de DI a termo subiram de 16,860% ao ano para 17,200% ao ano.Dia-a-dia:Segunda-Feira (09/10)Num dia de negócios fraquíssimos, os resultados externos influenciaram fortemente a alta do dólar e a queda da Bovespa. As empresas norte-americanas divulgaram seus resultados trimestrais, que vêm decepcionando. O petróleo voltou a subir. Mas os juros brasileiros caíram, pois são mais influenciados pelo cenário interno, que está tranqüilo. A exceção é o saldo da balança comercial. Dados divulgados voltaram a decepcionar.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,56%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8540, com baixa de 0,11%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,980% ao ano, frente a 17,030% ao ano na sexta-feira.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,27%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 0,16%.Terça-Feira (10/10)A semana cheia de feriados esfriou os negócios no Brasil. Empresas dos EUA divulgaram seus resultados, trazendo oscilações às bolsas. Os conflitos no Oriente Médio também pressionaram os preços do petróleo. Os mercados brasileiros aumentaram as perdas. E as incertezas em relação à reunião do Copom da semana que vem aumentaram. Veja os números do mercado.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,68%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8570, com alta de 0,16%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,990 % ao ano, frente a 16,980% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em baixa de 0,42%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em baixa de 3,43%.Quarta-Feira (11/10)Petróleo em alta, Nasdaq em queda e instabilidade na Argentina trouxeram pessimismo aos investidores. A situação do petróleo, especialmente, se agravou com os conflitos no Oriente Médio. No Brasil, o cenário positivo só foi suficiente para impedir perdas ainda maiores. Veja os números dos mercados.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 1,40%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8620, com alta de 0,27%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,000 % ao ano, frente a 16,990% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,05%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em baixa de 2,23%.Quinta-feira (12/10)Os mercados brasileiros não funcionaram neste dia em função do feriado de Nossa Senhora Aparecida.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 3,64%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 2,96%.Sexta-feira (13/10)As tensões no Oriente Médio ontem elevaram as cotações do petróleo, afetando os mercados internacionais. Hoje, eles apresentaram recuperação parcial. No Brasil, a reação ao agravamento dos conflitos só se deu hoje, com perdas em todos os mercados. O dólar atingiu sua cotação máxima desde 3 de dezembro de 1999.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,91%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8720, com alta de 0,54%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,200 % ao ano, frente a 17,000% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,57%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 7,87%. segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)-0,56%-0,68%-1,40%,--0,91%Dólar (fechamento)R$ 1,8540R$ 1,8570R$ 1,8620-R$ 1,8720Juros (DI a termo ao ano)16,980%16,990%17,000%-17,200%Nasdaq (variação)-0,16%-3,43%-2,23%-2,69%+7,87%Dow Jones (variação)-0,27%-0,42%,-1,05%-3,64%+1,57%

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