Mercados: resumo da semana

Comentário da semanaAté terça-feira, os mercados brasileiros apresentavam recuperação em relação aos picos da semana passada. As cotações do dólar e dos juros estavam caindo e a Bolsa acumulava altas. Mas a euforia só durou quatro dias. O que poderia ser o início de uma tendência de recuperação dos mercados foi frustrado pelo noticiário da semana.Os dados da balança comercial divulgados na quarta-feira decepcionaram muito os mercados. O governo vem reduzindo suas previsões de saldo comercial ao longo do ano, devido aos fracos resultados. No início do ano, falava-se de um superávit de US$ 4 bilhões a US$5 bilhões, mas agora o governo concede que pode haver um pequeno déficit. Com isso, a economia fica vulnerável aos acontecimentos no exterior, que têm sido pouco favoráveis.Petróleo, Argentina e mercados norte-americanos trazem pessimismoA Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) aumentou, na segunda-feira, a produção dos seus países membros em 500 mil barris diários. Mas não foi suficiente. O consumo no hemisfério norte aumenta muito em função do inverno por conta, principalmente, do óleo para calefação. Na quarta-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou queda dos estoques de todos os tipos de petróleo. Com isso, os preços continuam elevados e o presidente da Opep, Ali Rodriguez, prevê uma queda nas cotações só a partir do primeiro semestre de 2001.Também na quarta-feira, a agência de avaliação de risco Standard and Poor´s anunciou que a Argentina está em observação. Para vários analistas de mercado ouvidos pela Agência Estado, a queda na nota de classificação do país (rating) é considerada inevitável. Com isso, fica sinalizado claramente para os investidores internacionais um aumento no risco do país, o que dificulta os financiamentos. Na quinta-feira, o ex-presidente Raúl Alfonsín sugeriu moratória de dois anos para a dívida externa argentina, idéia prontamente rechaçada pelo ministro da economia, José Luis Machinea. Mesmo assim, a reação nos mercados foi bastante negativa.Por fim, as bolsas norte-americanas ainda não estão dando sinais claros de terem retomado o crescimento, oscilando muito, mas sem indicar uma tendência definida. Ao menos, têm oscilado menos que nas três primeiras semanas do mês, quando as empresas anunciavam seus balanços trimestrais.MercadosNos últimos três dias, os mercados brasileiros passaram a ser novamente afetados pela conjuntura internacional. O dólar e os juros acumularam altas expressivas e a Bolsa voltou a cair. O petróleo vem oscilando, mas mantendo suas cotações estáveis. Nos Estados Unidos, as cotações médias da Nasdaq vêm subindo desde 30 de outubro. A alta acumulada dos fechamentos no período é de 8,15%. O Dow Jones, inversamente, tem apresentado quedas nos últimos quatro dias, acumulando baixa de 1,4%.Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)+1,36%-0,16%-0,51%,%--1,74%Dólar (fechamento)R$ 1,9130R$ 1,9010R$ 1,9230R$ -R$ 1,9286Juros (DI a termo ao ano)17,760%17,620%17,840%-%18,400%Nasdaq (variação)-1,72%+5,40%-1,28%+2,87%+0,66%Dow Jones (variação)+2,23%+1,40%,-0,97%-0,17%%-0,57Dia-a-dia:Segunda-Feira (30/10)Foi anunciado o aumento na produção de petróleo pela Opep, vigorando a partir da meia-noite, o que deu margem a previsões de queda dos preços. O governo leiloou títulos cambiais, acalmando o mercado e aliviando a pressão sobre o dólar.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 1,36%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9130, com baixa de 0,21%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,760% ao ano, frente a 17,890% ao ano na sexta-feira.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 2,23%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 1,72%.Terça-Feira (31/10)As tensões quanto à situação da Argentina, aos preços do petróleo e até das bolsas nos EUA atenuaram-se, e os mercados estiveram mais calmos. O momento foi de atenção, mas corrigindo as cotações, que atingiram picos na semana anterior. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,16%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9010, com baixa de 0,63%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,620 % ao ano, frente a 17,760% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,40%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 5,40%.Quarta-Feira (01/11)O anúncio de um provável rebaixamento da nota de classificação de risco da Argentina pela agência Standard & Poor´s, o aumento nos preços do petróleo, devido à redução dos estoques norte-americanos e a queda nas bolsas dos EUA trouxeram o pessimismo de volta aos mercados depois de quatro dias de bonança. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,51%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9230, com alta de 1,16%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,840 % ao ano, frente a 17,620% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,97%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 1,28%.Quinta-feira (02/11)Neste dia, o mercado financeiro não operou devido ao feriado de Finados. Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,17%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 2,87%.Sexta-feira (03/11)O dia foi de com baixo volume de transações em função do feriado do dia anterior. Mas o dia foi pessimista, suscetível a oscilações em função dos poucos negócios. A Argentina deu o tom do pessimismo com declarações ontem do ex-presidente Raúl Alfonsín sugerindo a decretação de uma moratória de dois anos das dívidas do país. O ministro da Economia da Argentina, José Luis Machinea rejeitou prontamente a idéia, mas, dadas as dificuldades econômicas e do país, foi o suficiente para abalar os mercados.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 1,74%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9430, com alta de 1,04%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 18,400 % ao ano, frente a 17,840% ao ano na quarta-feira.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,57%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 0,66%.

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