Mercados: resumo da semana

A semana foi de reação ao pacote argentino divulgado na sexta-feira anterior e dos desdobramentos relativos à implementação das medidas anunciadas. A grande expectativa dos mercados foi pela concessão de ajuda multilateral liderado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que analistas especulam poder chegar a US$ 24 bilhões. O Fundo condicionou o empréstimo à implementação das medidas, deixando os investidores muito cautelosos. Elas são extremamente impopulares, exigindo enormes sacrifícios, num país que não cresce há 30 meses e desemprego em torno de 20%. Até esta sexta-feira, o governo ainda não tinha obtido sucesso na negociação de dois pontos principais: o congelamento dos gastos da união e das províncias, em sua maioria governadas pela oposição, por cinco anos e a extinção da previdência estatal. Além disso, o orçamento com novos cortes tem de ser votado no Congresso. A indefinição da situação argentina acaba imobilizando os mercados.O leilão de privatização do Banespa está marcada para a próxima segunda-feira, e todas as instituições estrangeiras, com exceção do Santander, desistiram de concorrer pela compra do banco. Mesmo assim, a expectativa é de que algum dos principais grupos nacionais participantes, Bradesco, Itaú e Unibanco, venha a assumir o controle do Banespa, com ágio de até 150%. A guerra de liminares e medidas legais típica dos leilões de privatização também está a pleno vapor.Nos Estados Unidos, a indefinição em relação à sucessão presidencial foi outro fator de instabilidade, através das oscilações provocadas aos mercados internacionais, que já sofriam com os fracos resultados das empresas. Isso porque a política de desaceleração da economia norte-americana afetou os lucros das empresas. Mas, de qualquer modo, ela continua; na quarta-feira, o FED - banco central dos EUA - manteve as taxas de juros em 6,5% ao ano.MercadosAs indefinições ao longo da semana na Argentina e nos Estados Unidos fizeram com que as cotações nos mercados oscilassem, mas sem definir tendência clara de alta ou baixa. A exceção foi a Bovespa, com ligeira tendência de queda, desde 30 de outubro, acumulando variação negativa de 4,31%. Os juros e o dólar vem oscilando desde 7 de novembro. Nos Estados Unidos, a indefinição quanto ao resultado das eleições, além dos resultados decepcionantes das empresas, determinaram oscilação sem tendência clara, tanto no Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York -, como na Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática -, desde 10 de novembro, o dia seguinte às eleições. Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)-1,74%+1,18%--0,35%-1,15%Dólar (fechamento)R$ 1,9520R$ 1,9530-R$ 1,9510R$ 1,9670Juros (DI a termo ao ano)18,200%17,900%-17,900%17,910%Nasdaq (variação)-2,06%+5,78%+0,87%-4,22 %-0,15%Dow Jones (variação)-0,81%+1,56%,+0,25%-0,48%-0,24%Dia-a-dia:Segunda-Feira (13/11)Muitas oscilações no primeiro dia de negócios após o pacote argentino. O mercado ainda aguardava os resultados do acordo com o FMI. Contribuíram para a instabilidade a indefinição nas eleições nos EUA, as oscilações da Nasdaq e a alta do petróleo. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa de 1,74%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9520, com alta de 0,10%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 18,200% ao ano, frente a 18,500% ao ano na sexta-feira.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em baixa de 0,81%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 2,06%.Terça-Feira (14/11)Os mercados operaram neste dia com certo otimismo, mas as notícias do final da tarde não foram animadoras. O governo argentino estava encontrando muitas resistências em implementar o pacote anunciado na sexta-feira. A S&P reduziu o rating argentino e, entre o dia anterior e este, três bancos saíram da disputa do Banespa. Apesar da recuperação desta terça-feira, o cenário ainda era muito instável. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 1,18%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1, 9530, com alta de 0,05%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 18,080 % ao ano, frente a 17,900% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 1,56%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 5,78%.Quarta-Feira (15/11)Os mercados brasileiros não operaram neste dia devido ao feriado da Proclamação da RepúblicaBolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,25%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 0,87%.Quinta-feira (16/11)Os mercados tiveram um dia apático, com poucos negócios e pequenas alterações nas cotações. Os investidores esperaram o pacote do FMI para a Argentina, o leilão do Banespa e a definição do quadro eleitoral nos EUA. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,35%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9510, com baixa de 0,10%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,900 % ao ano, frente a 18,090% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em baixa de 0,48%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em baixa de 4,22%.Sexta-feira (17/11)Dificuldades na negociação do pacote na Argentina e boatos sobre moratória paraguaia abalaram os mercados, que também estão sensíveis às notícias sobre o leilão do Banespa, marcado para segunda-feira. Hoje o Safra desistiu da compra. As quedas nas bolsas dos EUA também atrapalharam.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 1,15%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,910% ao ano, frente a 17,900% ao ano no dia anterior.Dólar - O dólar fechou em R$ 1,9670, com alta de 0,82%%.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,24%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 0,16%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.