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Mercados: resumo da semana

Estabilidade nos mercados domésticos. Essa foi a tônica dos mercados ao longo da semana. Pelos números, o que se vê é que, até segunda-feira, os mercados atingiram patamares mais otimistas e estacionaram. A redução de 0,75 ponto porcentual da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia, decidida no final de dezembro, aliada à mudança de política monetária dos EUA - os juros estão em movimento de queda -, animaram os investidores.A avaliação é de que a economia vai muito bem, com crescimento econômico, inflação em queda, juros declinantes e um governo disciplinado, cumprindo suas metas com folga. Se o cenário internacional não for excessivamente hostil, não haveria motivos para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ter altas continuadas. Pela estabilidade do quadro, também não deveriam ocorrer muitas oscilações. Ao menos essa semana, foi isso o que aconteceu. Os mercados brasileiros ficaram impassíveis frente às oscilações intensas das bolsas nos Estados Unidos, apresentado altas e baixas muito pequenas, que acabam se anulando. E não se espera que o quadro vá mudar até quarta-feira, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para definir a nova Selic. As apostas estão feitas, e as movimentações só devem ocorrer a partir da sinalização concreta do governo a respeito dos juros.Nos EUA, ainda há insegurança a respeito da desaceleração econômicaOs mercados norte-americanos continuam nervosos em função da desaceleração das taxas de crescimento da economia. O questionamento dos investidores é sobre sua intensidade. O país pode estar entrando em um ciclo recessivo, o que derrubaria as bolsas em Nova York. Mas mesmo que o declínio seja suave e não chegue a uma recessão, as empresas tendem a apresentar resultados piores. Passados os feriados do início do ano, as empresas começam a divulgar seus balanços do quarto trimestre de 2000 e projeções para o próximo. A cada balanço e a cada indicador econômico mais relevante, as bolsas reagem. Com isso, as oscilações aumentam.De maneira geral, nos mercados brasileiros, o tom da semana é a estabilidade. Não há uma tendência clara de alta ou baixa e as oscilações têm sido pequenas. Nos Estados Unidos, já há uma tendência de alta da Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -, paralelamente a quedas no Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York. Aparentemente, a perspectiva de queda nos juros dos EUA aumentou a confiança dos investidores na nova economia, com muitos voltando à Nasdaq.Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)+0,93%+2,49%-0,34%,+0,62%-1,02%Dólar (cotação)R$ 1,9510R$ 1,9440R$ 1,9440R$ 1,9560R$ 1,9490Juros (DI a termo ao ano)16,390%16,070%16,140%16,100%16,110%Nasdaq (variação)-0,49%+1,89%+3,39%+4,61%-0,53%Dow Jones (variação)-0,38%-0,46%,+0,30%+0,05%-0,79%Dia-a-dia:Segunda-Feira (08/01)Apesar das quedas nas bolsas norte-americanas, os mercados brasileiros mostraram-se otimistas. Mas o clima é de estabilidade e cautela, devido aos temores de uma recessão nos EUABovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 0,93%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9510, com queda de 0,20%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,390.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,38%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 0,49%.Terça-Feira (09/01)O otimismo do mercado foi reforçado pela alta da Nasdaq. A Bolsa subiu, os juros e o dólar caíram. Os investidores apostam cada vez mais numa queda significativa da Selic, como resultado da reunião do Copom na semana que vem.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 2,49%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9440, com queda de 0,36%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,070%, frente a 16,390% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,46%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 1,89%.Quarta-Feira (16/08)As cotações tiveram poucas variações, com destaque para a forte compra de dólares pelo Banco do Brasil para segurar a queda da moeda, que fechou estável. A Bovespa caiu pouco e os juros sofreram leve elevação. Os mercados em Nova York operaram em alta.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,34%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9440, estável. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,140 % ao ano, frente a 16,070% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,30%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 3,39%.Quinta-feira (17/08)As apostas já estão feitas para a reunião de quarta-feira do Copom, quando se espera corte na Selic. Os mercados têm se mantido indiferentes às oscilações nos EUA e oscilam pouco desde terça-feira.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 0,62%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9560, com alta de 0,62%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,100 % ao ano, frente a 16,140% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,05%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 4,61%.Sexta-feira (18/08)Foram divulgados o Índice de Vendas ao Varejo e o Índice de Preços ao Atacado nos Estados Unidos. Os índices surpreenderam, demonstrando que a economia norte-americana pode não estar caindo tão rapidamente quanto se esperava. Com isso, podem ser falsas as expectativas de queda maior dos juros na próxima reunião do FED, dia 31. Os mercados brasileiros, que têm estado apáticos há vários dias, mantiveram cotações relativamente estáveis.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 1,02%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9490, com queda de 0,36%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,110 % ao ano, frente a 16,100% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,79%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 0,53%.

Agencia Estado,

12 de janeiro de 2001 | 21h30

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