Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Mercados: resumo da semana

A estabilidade prevalece no mercado desde o início do ano. Nenhum evento foi capaz, até agora, de alterar o padrão de poucas oscilações e otimismo. O bom cenário no Brasil, com crescimento econômico, inflação em queda e disciplina nas contas do governo, tem animado as previsões dos investidores. Com isso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tem apresentado altas e os juros seguem em queda.O presidente do FED - banco central dos EUA -, Alan Greenspan, discursou no Senado norte-americano na quinta-feira. A tônica da fala foi o apoio à política de corte de impostos do novo presidente do país, George W. Bush. Greenspan declarou que o corte não é incompatível com a queda dos juros, mas não deu maiores indicações sobre a reunião mensal da próxima terça-feira, que é exatamente o que os investidores esperavam ouvir. Com isso, ficam mantidas as expectativas de queda entre 0,25 e 0,5 ponto porcentual nos juros básicos dos EUA, atualmente em 6% ao ano.Também foi divulgada, na quinta-feira, a ata da última reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom). A análise do Comitê reforçou a previsão de queda dos juros, especialmente ao indicar projeção de queda no preço dos combustíveis, que teria efeitos importantes sobre os índices de inflação. Analistas ouvidos pela Agência Estado esperam que a Selic, a taxa básica referencial da economia, fique em no máximo 14% ao ano.Com isso, já se prevê nova queda de até 0,5 ponto porcentual na próxima reunião mensal do Copom, dias 13 e 14 de fevereiro. Desde a reunião de dezembro, a Selic, foi reduzida de 16,5% para 15,25% ao ano. A possibilidade de queda nos juros norte-americanos anima as previsões de queda.No mercado de ações, as incertezas em relação ao leilão de licitação da banda C de telefonia celular, marcado para o dia 30, tem agitado a Bolsa crescentemente. Dessa vez, porém, existe uma boa possibilidade de que o governo perca a batalha judicial, típica dos leilões. Na sexta-feira, até o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, admitiu que o leilão possa ser adiado. Fato relevante na semana foi a joint-venture formada pela Portugal Telecom e a Telefónica de España para disputar o mercado de telefonia celular no Brasil. Juntas, as empresas formam o maior grupo no setor na América Latina.MercadosO Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) vem acumulando alta de 22,58% desde 21 de dezembro. Inversamente, os juros não param de cair, refletindo as quedas esperadas para a Selic. O dólar, por sua vez, teve pequena alta de 2,17% desde o início do ano. Nos Estados Unidos, a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - subiu entre 8 e 24 de janeiro, mas operou em níveis mais baixos que esse pico nos últimos dias. Nesse intervalo, a alta acumulada é de 16,08%. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - vem oscilando há semanas, sem indicar claramente tendência de alta ou baixa.Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)-0,79%+2,54%-0,34%,-+0,66%Dólar (cotação)R$ 1,9570R$ 1,9630R$ 1,9710R$ 1,9750R$ 1,9750Juros (DI a termo ao ano)15,840%15,680%15,610%-15,490%Nasdaq (variação)-0,45%+2,99%+0,66%-3,67%+0,98%Dow Jones (variação)-0,09%+0,68%,-0,03%+0,77%-0,65%Dia-a-dia:Segunda-Feira (22/01)Os investidores não tiveram muitos motivos para alterar suas posições e as cotações dos ativos em todos os mercados sofreram poucas alterações. Mesmo nos Estados Unidos, as bolsas apresentaram pequena variação.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,79%.Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,9570, com queda de 0,05%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 15,840% ao ano, frente a 15,860% ao ano na sexta-feira.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,09%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 0,45%.Terça-Feira (23/01)Os mercados tiveram um dia de otimismo, com alta na Bolsa de Valores de São Paulo e queda nos juros. O dólar não seguiu a tendência, registrando alta. O movimento dos investidores foi reforçado pelas altas nas bolsas nos Estados Unidos.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 2,54%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9630, com alta de 0,31%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 15,680% ao ano, frente a 15,840% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,68%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 2,99%.Quarta-Feira (24/01)Às vésperas do leilão das bandas C, D e E de telefonia celular, os movimentos agitaram a Bolsa. Foi suspensa a sessão de recebimento das propostas para a licitação de venda da banda C do Sistema Móvel Pessoal. Com isso, houve grande movimentação com as ações das empresas de telefonia.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,34%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9710, com alta de 0,41%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 15,610 % ao ano, frente a 15,680% ao ano no dia anterior.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,03%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 0,66%.Quinta-feira (25/01)Os mercados financeiros não funcionaram no Brasil, por causa da comemoração do feriado municipal de aniversário da cidade de São Paulo. Nos Estados Unidos, porém, as bolsas funcionaram normalmente. Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo não funcionou em virtude do feriado de aniversário da cidade de São PauloCâmbio- O dólar fechou em R$ 1,9750, com alta de 0,20%. Juros - O mercado de juros não funcionouBolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,77%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em queda de 3,67%.Sexta-feira (26/01)O discurso do presidente do FED e a ata do Copom reforçaram a expectativa de queda dos juros no Brasil. Investidores esperam que a Selic feche 2001 em 14% ao ano no máximo.Bovespa - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 0,66%.Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,9750, com alta de 0,22%. Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 15,490 % ao ano, frente a 15,680% ao ano de quarta-feira.Bolsas norte-americanas - O Dow Jones - índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,65%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática - fechou em alta de 0,98%.

Agencia Estado,

26 de janeiro de 2001 | 21h19

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