Mercados: resumo da semana

A semana foi bastante atribulada para os mercados, com várias novidades no noticiário e muitas mudanças nas posições dos investidores. Na terça-feira o governo comemorou o sucesso do leilão de licitação da banda D de telefonia celular do Serviço Móvel Pessoal (SMP). O preço mínimo total das três licitações oferecidas totalizava R$ 2,19 bilhões, mas houve ágio total de 20,6%, com arrecadação de R$ 2,642 bilhões em licenças. Pouco depois, o presidente do banco central dos Estados Unidos (FED), Alan Greenspan, depôs no Comitê de Bancos do Senado sobre a situação da economia norte-americana e a política monetária do FED. Na sua fala, indicou uma forte recuperação da economia norte-americana no segundo semestre do ano, o que foi bem recebido pelos mercados Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) encerrou sua reunião mensal, decidindo manter a Selic, a taxa básica referencial da economia, em 15,25% ao ano. A medida não chegou a surpreender os analistas, que dividiam-se entre a manutenção ou uma queda de 0,25 ponto porcentual. Para muitos investidores que apostaram numa queda, mesmo que pequena, a decisão do Copom trouxe perdas. As taxas de juros futuras acabaram sendo revistas para cima nos dias seguintes. Na nota divulgada à imprensa, o Comitê justificou a decisão pela aceleração da economia acima do previsto, o que pode trazer pressão sobre a inflação. A ata da reunião, que detalha as razões para a tomada da decisão, será divulgada na próxima quinta-feira. Também na quarta-feira chegou ao fim a árdua disputa pelas Presidências da Câmara e do Senado, que paralisou os trabalhos do Congresso durante a convocação extraordinária e suscitou algumas preocupações no mercado. A batalha dentro da própria base governista trouxe alguns episódios, como a promessa de uma CPI para investigar a privatização do setor elétrico, que deixaram os investidores inquietos. Mas o bom humor dos investidores sofreu um revertério na sexta-feira. Pela manhã, foi divulgado pela manhã o PPI - índice de preços ao produtor dos Estados Unidos -, que ficou muito acima do esperado, renovando as preocupações com a economia norte-americana. E à tarde, foi divulgada a notícia de que aviões norte-americanos e ingleses atacaram alvos militares iraquianos dentro da zona de exclusão, ao sul do paralelo 33, nas proximidades de Bagdá. Esse fato soma-se à escalada das tensões no Oriente Médio e trouxe muitas preocupações aos mercados. Mercados O dólar retomou a tendência de alta na semana, acumulando valorização de 1,16%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou sem indicar tendência clara de alta ou baixa, mas despencou na sexta-feira. Após a reunião da Selic, os juros sofreram alta para corrigir as projeções baseadas em apostas numa queda da Selic. Nos Estados Unidos, a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - não apresentava tendência clara no início da semana, mas sofreu forte alta na quinta-feira e uma queda ainda maior na sexta. Já o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - seguiu operando sem indicar um padrão claro. Veja abaixo as cotações de fechamento da semana:   segunda-feira terça-feira quarta-feira quinta-feira sexta-feira Bovespa (variação) -1,29% +1,05% -0,15% -1,07% -4,00% Dólar (cotação) R$ 1,9850 R$ 1,9870 R$ 1,9900 R$ 1,9900 R$ 2,0050 Juros (DI a termo ao ano) 15,715% 15,780% 15,780% 15,920% 16,060% Nasdaq (variação) +0,76% -2,49% +2,32% +2,47% -5,01% Dow Jones (variação) +1,53% -0,40% -0,58% +0,89% -0,84% Dia-a-dia: Segunda-Feira (12/2) Os eventos da terça e da quarta-feira mantiveram os mercados em compasso de espera, com fraco volume de negócios e pouca mudança nas cotações. Terça-Feira (13/2) O leilão de licitação da banda D e as declarações otimistas do Presidente do FED, Alan Greenspan, animaram os mercados. A bolsa registrou alta, com queda nos juros e no dólar. Quarta-Feira (14/2) Os mercados operaram com fraco volume de negócios e com poucas variações nas cotações. No centro das expectativas ficou o resultado da reunião do Copom, divulgado após o fechamento dos mercados. Quinta-feira (15/2) Mesmo sem ter surpreendido os mercados, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) provocou ajustes nas cotações. O mercado apostava numa queda de 0,25 ponto porcentual da Selic, a taxa básica referencial da economia, embora admitisse a possibilidade que acabou se concretizando, a de manutenção da taxa em 15,25% ao ano. Sexta-feira (16/2) Os mercados reagiram nervosos ao ataque ao Iraque e à divulgação do PPI - índice de preços ao produtor dos Estados Unidos. Além disso, foi divulgado pela manhã o PPI, que ficou muito acima do esperado, renovando as preocupações com a economia norte-americana.

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