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Mercados: resumo da semana

A semana não apresentou novidades no noticiário político-econômico que afetassem os negócios significativamente. Mas o pessimismo cresceu, mesmo que moderadamente, em função das incertezas que predominam no longo prazo.A principal preocupação ainda é a crise energética. Analistas comentam que só será possível dimensionar os problemas após várias semanas de racionamento, provavelmente durante o período mais severo de estiagem, que ocorre tipicamente em agosto. Até lá, também será difícil avaliar o impacto do desabastecimento na economia. Certamente o crescimento econômico e as exportações serão prejudicados com os cortes na produção. A falta de produtos também pode acabar pressionando a inflação. Mas ainda é cedo para fazer previsões. De qualquer maneira, o câmbio já reflete a queda no fluxo de investimentos estrangeiros e a busca dos investidores por aplicações de baixo risco, em especial o dólar e fundos cambiais mantém as cotações pressionadas. Na sexta-feira, frente às seguidas altas da moedas, o Banco Central (BC) interveio no mercado vendendo títulos cambiais. O resultado foi uma pequena queda nas cotações.Outra conseqüência da crise de energia foi a antecipação da corrida presidencial devido à queda na popularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso. Os investidores temem que a vitória de um candidato de oposição leve a uma ruptura da política econômica. Assim, conforme o tempo vai passando, a sensibilidade dos mercados às pesquisas de opinião crescerá.Cenário externo não ajudaTambém a Argentina preocupa o mercado. A possibilidade de uma insolvência iminente do governo foi descartada com a troca de títulos de vencimento nos próximos anos, realizada no início do mês. Porém, as metas acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) são de difícil cumprimento. Na terça-feira, o governo confirmou déficit fiscal de US$ 1,11 bilhão relativo ao mês de maio, em que se registrou recorde de arrecadação. Para atingir a meta, deve haver um superávit de US$ 200 milhões em junho. O temor é que o crescimento econômico necessário para restabelecer as finanças do governo não venha na medida necessária, o que poderia levar a um colapso no longo prazo. Certamente o peso sobrevalorizado e fixado ao dólar contribui para a falta de competitividade dos produtos argentinos, dificultando a retomada econômica.O desempenho decepcionante da economia dos Estados Unidos também afeta os mercados. Esperava-se uma retomada das taxas de crescimento mais acelerada, mas até agora não foram divulgados dados que indicassem uma reversão na tendência de desaceleração. A instabilidade será grande nas próximas semanas, devido aos anúncios de resultados das empresas no trimestre. As cotações dos papéis refletirão os números dos balanços, e como a recuperação não vem, é possível que o saldo seja de mais quedas nas bolsas de Nova York. MercadosO pessimismo cresceu na semana. O dólar subiu 2,25%. Desde 7 de junho, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acumulou queda de 3,10%. O fraco desempenho das bolsas norte-americanas contribui para a queda da Bolsa. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - teve queda de 4,94% desde o dia 5 e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - caiu 10,41% desde o dia 7.Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)-0,92%-0,33%+1,52%--2,71%Dólar (cotação)R$ 2,3790R$ 2,4050R$ 2,4220-R$ 2,4120Juros (DI a termo ao ano)20,650%20,860%20,920%-21,800%Nasdaq (variação)-2,00%-0,04%-2,23%3,66%-0,77%Dow Jones (variação)-0,50%+0,24%-0,70%-1,67%-0,62%Dia-a-dia:Segunda-Feira (11/06)Um dia de poucos negócios e nenhuma novidade para os mercados, já antecipando a semana mais curta.Terça-Feira (12/06)Mais um dia de poucos negócios no mercado, e pessimismo crescente por causa das várias crises de efeito no longo prazo.Quarta-Feira (13/06)As incertezas em relação ao cenário interno e externo mantiveram os investidores inseguros e o dólar atingiu novo recorde. Quinta-feira (14/06)Por conta do feriado de Corpus Christi os mercados brasileiros não operaram.Sexta-feira (15/06)O pessimismo moderado da semana continuou e o Banco Central vendeu 2 milhões de títulos cambiais.

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