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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados: resumo da semana

Conforme o previsto, o ritmo dos negócios no mercado financeiro durante esta semana foi pequeno devido ao ferido de Memorial Day nos Estados Unidos na segunda-feira e também à semana reduzida no Brasil, já que ontem foi feriado de Corpus Christi. Algumas notícias eram aguardadas, como dados sobre pesquisas eleitorais, indicadores de inflação e a ata do Comitê de Política Monetária (Copom).Na segunda-feira, o dia foi relativamente tranqüilo, mesmo após mau resultado do pré-candidato pelo PSDB, José Serra, na pesquisa realizada pela CNT/Sensus. O mercado não se abalou diante da notícia de que o candidato tucano teria sido ultrapassado pelo candidato do PSB, Anthony Garotinho, caindo para a terceira posição, ambos atrás do pré-candidato pelo PT, Luís Inácio Lula da Silva. Isso porque não teria incorporado a escolha da candidata a vice de Serra, Rita Camata, e refletiria as denúncias passadas envolvendo o candidato. O que surpreendeu foi o resultado da balança comercial da quarta semana de maio, que fechou com superávit de US$ 39 milhões. Com isso, o acumulado do mês fica em US$ 232 milhões, e do ano em US$ 1,740 bilhão.Na terça-feira, a divulgação de indicadores de inflação e do PIB referente ao primeiro trimestre do ano animaram os analistas. Os indicadores de inflação medidos pelo IPCA-15 e pelo IPC-Fipe vieram na ponta de baixo das previsões, indicando que poderá haver espaço para corte da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Já o PIB encolheu 0,73%. As previsões variavam de uma taxa negativa entre 0,50% e 2,80%. Na quarta foi divulgada a ata da do Comitê de Política Monetária (Copom) e o entendimento do mercado foi de que a possibilidade de corte da Selic nas próximas reuniões aumentou devido à menor pressão inflacionária e queda do preço do petróleo no mercado internacional. Essa possibilidade já tinha sido levantada, já que na decisão pela manutenção da Selic, a votação foi apertada: cinco votos a favor e três contra.Hoje, como se esperava, foi um dia de poucos negócios e pequenas oscilações. O noticiário político-econômico não trouxe novidades e os investidores seguem esperando por definições na semana que vem. A maior expectativa é pelas duas pesquisas de intenção de voto registradas no início da semana, uma pelo PSDB e outra pelo PFL. O mercado espera um crescimento de alguns pontos do pré-candidato governista, José Serra, e se isso não ocorrer, a reação pode ser a volta do nervosismo.MercadosDepois de várias altas a partir do dia 10 de abril, o dólar comercial, na última semana, se estabilizou em tono de R$ 2,52. A Bovespa, desde o dia 22 de maio, teve várias altas, totalizando no período uma alta de 4%. Os juros futuros caíram nessa semana depois da divulgação da ata do Copom, em que a possibilidade de redução da Selic foi reforçada.Entre as ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) -, as maiores altas da semana foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) Globo Cabo (+18,18%), Telemig Participações (+11,51%), Tele Leste Celular (+11,11%), CRT Celular (+10,90%), Companhia Transmissão Energia Elétrica Paulista (+9,45%). Entre as maiores baixas, estão as preferenciais da Aracruz (-10,03%), Copel (-3,64%) e Eletropaulo (-3,63%); e as ordinárias (ON, com direito a voto) da Souza Cruz (-9,19%) e da Eletrobrás (-3,00%). Nos Estados Unidos, o Dow Jones - índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - vem apresentando sucessivas baixas desde o dia 17 de maio. Neste período, a queda acumulada é de 4,12%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - também está caindo. No mesmo período, teve queda de 7,21%. Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)0,99%0,24%2,02% - -0,95%Dólar (cotação)R$ 2,5260R$ 2,5280R$ 2,5140R$ - R$ 2,5160Juros (contrato de DI com vencimento em janeiro de 2003)18,920%18,730%18,640% - %18,560%Nasdaq (variação) - %-0,56%-1,68% - -0,99%Dow Jones (variação) - %-1,21%-0,59% - 0,14%Dia-a-dia:Segunda-Feira (27/05)Feriado nos EUA segura negócios no mercado. Pesquisa de opinião pública indica queda do candidato do governo, mas mercados ignoram o resultado e apresentam estabilidade. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,5260, com alta de 0,20%. A Bovespa encerrou o dia com alta de 0,99%.Terça-Feira (28/05)Os indicadores de inflação e PIB divulgados hoje ficaram melhores do que o esperado e agradaram o mercado. As previsões de queda da Selic em junho cresceram, mas a sucessão presidencial ainda mantém os investidores cautelosos. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,5280, com alta de 0,08%. A Bovespa encerrou o dia com alta de 0,24%.Quarta-Feira (29/05)Nesta véspera de feriado, os mercados viram bons sinais na ata da última reunião mensal do Copom. A avaliação é que o Comitê deve cortar a Selic no dia 19 de junho, data da próxima reunião. Todas as cotações apresentaram recuperação. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,5140, com queda de 0,55%. A Bovespa encerrou o dia com alta de 2,02%.Quinta-feira (30/05)Dia de feriado de Corpus Christi. Os mercados no Brasil não operaram.Sexta-feira (31/05)Nesta sexta-feira espremida entre o feriado e o final de semana, os mercados registraram pouquíssimos negócios e mantiveram-se próximos das cotações negociadas na quarta-feira. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,5160, com alta de 0,08%. A Bovespa encerrou o dia com queda de 0,95%.

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