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E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Mercados: resumo da semana

A semana foi marcada por forte nervosismo dos mercados no Brasil. O dólar comercial acumulou alta de 8,29% no mês e 14,45% no ano, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou queda de 4,50% na semana. A desconfiança dos investidores estrangeiros sobre a capacidade de o País honrar suas dívidas fizeram com que o risco-país - diferença entre os juros pagos pelo governo brasileiro e norte-americano - também subisse nos últimos dias e ultrapassasse 1.200 pontos base. Uma das causas de maior instabilidade durante a semana foi a nova regra de marcação a mercado para os fundos de investimento, que provocou um aumento dos saques das carteiras e perdas para boa parte dos investidores. De acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), as saídas registradas nos fundos de investimento em 2002 já superam as do ano passado. Os saques já chegaram a R$ 7,666 bilhões este ano contra R$ 5,7 bilhões em 2001. Diante desse cenário, o investidor considera a moeda norte-americana mais segura e a procura como forma de proteção, o que pressiona a cotação para cima. Para acentuar o nervosismo, a Moody´s - agência de classificação de risco - rebaixou a perspectiva para o rating soberano do Brasil de "positivo" para "estável". A justificativa apresentada no relatório da agência foi a dificuldade do governo brasileiro em colocar títulos de longo prazo, o que provoca uma concentração de vencimentos no primeiro semestre de 2003.As incertezas com relação à sucessão presidencial também contribuíram para o pessimismo mais uma vez. Há o medo de que a mudança de governo comprometa a manutenção da política econômica. No entanto, os rumores de que a pesquisa DataFolha , que está sendo realizada, animaram os mercados. A pesquisa aponta para a queda do pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, de 43% para 37% nas intenções de voto, e alta do pré-candidato José Serra, do PSDB, de 17% para 23%.MercadosO dólar comercial disparou esta semana e acumulou alta de 4,81% em relação à semana anterior. A moeda norte-americana fechou hoje em R$ 2,6370. A Bovespa, desde o dia 17 de abril, registra queda de 10,56%. Entre as ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo -, as maiores altas da semana foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) Eletropaulo (+26%), Embratel Participações (+16,20%), Banco do Brasil (+14,45%) e as ordinárias (ON, com direito a voto) Embratel Participações (+18,77) e Banco do Brasil (+12,74%). Entre as maiores baixas, estão a ordinária Souza Cruz (-8,04%), a preferencial B (PNB) Aracruz (-7,47%) e as preferenciais VCP (-1,95%), Tele Celular Sul Participações (-0,33%) e Tele Leste Celular Participações (0,00%).Nos Estados Unidos, o Dow Jones - índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - vem apresentando sucessivas baixas desde o dia 17 de maio. Neste período, a queda acumulada é de 7,40%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - também está caindo. No mesmo período, teve queda de 11,82%. Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)-1,57%-0,47%-0,09%-3,79%1,40%Dólar (cotação)R$ 2,536R$ 2,597R$ 2,609R$ 2,660R$ 2,637Juros (swap de um ano)19.06%19.20%19.09%19.91%19.63%Nasdaq (variação)-3,29%1,00%1,09%-2,53%-1,25%Dow Jones (variação)-2,17%-0,23%1,13%-1,76%-0,36%Dia-a-dia:Segunda-Feira (03/06)O prazo para adoção da regra de marcação a mercado para os títulos que compõem a carteira dos fundos de investimento, antecipado para sexta-feira passada, foi o destaque do dia nos mercados. A Bolsa registrou queda de 1,57% e o dólar subiu 0,79%.Terça-Feira (04/06)Os mercados atravessaram a terça-feira em um clima de forte nervosismo. O dólar comercial para venda fechou em R$ 2,5970, a cotação mais alta do ano. A Bolsa registrou queda de 0,47% e o volume de negócios ficou um pouco acima de R$ 343 milhões.Quarta-Feira (05/06)O nervosismo permaneceu nos mercados. Havia muita insegurança por parte dos investidores em relação à capacidade do BC em administrar a dívida do País. O dólar subiu 0,46%. A taxa de risco-país chegou a 1.117 pontos base. A Bolsa recuou 0,09%.Quinta-feira (06/06)O nervosismo guiou os negócios no mercado financeiro na quinta-feira. O dólar fechou em R$ 2,6600, uma alta de 1,95%. A Bolsa caiu com força e encerrou o dia em baixa de 3,79%. O FMI deu declarações a favor do País e o BC realizou uma nova troca de papéis de longo prazo por títulos mais curtos.Sexta-feira (07/06)A semana terminou menos instável nos mercados, mas analistas não abandonaram a cautela, já que o principal foco de atenção dos investidores continua no encaminhamento do processo eleitoral. A Bolsa fechou em alta de 1,40% e o dólar recuou 0,86%.

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