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Mercados: resumo da semana

Os mercados tiveram uma recuperação nesta semana em relação ao nervosismo apresentado em dias anteriores. Uma das notícias positivas que agradou os mercados e melhorou o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi a perspectiva de redução da Selic, taxa básica de juros da economia, a qualquer momento, uma vez que a meta de inflação para 2003 subiu de 3,25% para 4,00%.E, para 2004, a meta foi fixada em 3,75%. O intervalo de variação nos dois casos foi elevado de 2 para 2,5 pontos porcentuais. Hoje, a taxa Selic está em 18,5% ao ano, com viés de baixa. A medida também favoreceu os títulos da dívida brasileira e a taxa de risco Brasil caiu. O dólar comercial apresentou queda nos últimos dias e fechou cotado em R$ 2,82 nessa sexta-feira. No entanto, no ano, a alta da moeda norte-amricano é de 21,76%.O escândalo da WorldCom, empresa norte-americana que manipulou dados contábeis a fim de inflar os lucros obtidos, reacendeu a desconfiança dos investidores em relação às condições financeiras das empresas no Estados Unidos. No Brasil, a notícia teve forte impacto sobra as ações da Embratel. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) encerram o mês de junho com queda de 56,13%. Já as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) registraram baixa de 67,97%. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na quarta-feira, revisou todas as projeções com relação aos reajustes de preços de tarifas públicas, energia elétrica, gás de cozinha para cima e diminuiu a estimativa com relação ao porcentual de queda dos preços da gasolina este ano. De acordo com o Comitê, a elevação da projeção ocorre basicamente em função da depreciação cambial. Outro foco de atenção foi a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que mede a inflação entre os dias 15 do mês passado e 15 desse mês, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado apresentou variação de 0,33% em junho, abaixo da taxa de 0,42%, em maio. O IPCA-15 é uma prévia do Índice fechado no mês, usado como base de referência para a meta de inflação. O cumprimento da meta é a base da atual política monetária.As incertezas em relação à sucessão presidencial continuam. A pesquisa do CNT/Sensus, divulgada na segunda-feira, foi bem recebida pelos mercados. O resultado mostrou uma queda do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, de quatro pontos porcentuais em relação à pesquisa anterior - de 40,1% para 36,1% - enquanto o candidato do PSDB, José Serra, cresceu 7,6 pontos porcentuais - de 13,3% para 20,9%. A pesquisa do Instituto Vox Populi, divulgada no mesmo dia, apresentou resultados semelhantes. De qualquer forma, os investidores não gostaram do crescimento mais forte do candidato PPS, Ciro Gomes.MercadosO dólar comercial apresentou desvalorização nos dois últimos dias e fechou cotado em R$ 2,8200. Porém acumula uma alta de 11,20% no mês de junho e de 21,76% no ano. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vem se recuperando nos últimos dias, mas registra queda de 12% no mês. Entre as ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa -, as maiores altas da semana foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) BR Distribuidora (+19,79%), Eletropaulo (+18,84%), Tele Celular Sul Participações S. A. (+18,73%), Petrobrás (+16,35%) e a ordinária (ON, com direito a voto) Companhia Siderúrgica Nacional (+16,86%). Entre as maiores baixas, estão preferenciais doa Embratel Participações PN (-51,18%), Embratel Participações ON (-32,50%), Globo Cabo PN (-20,00%), Brasil Telecom PN (-11,72%) e Inepar PN (-9,26%).Nos Estados Unidos, o Dow Jones - índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - vem apresentando sucessivas baixas desde o dia 17 de maio. Neste período, a queda acumulada é de 10,72%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - também está caindo. No mesmo período, teve queda de 23,49%. Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)3,48%-0,50%-0,14%3,02%1,14%Dólar (cotação)R$ 2,780R$ 2,825R$ 2,882R$ 2,855R$ 2,820Juros (DI de seis meses)25,550%25,400%24,250%22,601%22,800%Nasdaq (variação)1,34%-2,49%0,38%2,09%0,27%Dow Jones (variação)0,30%-1,67%-0,07%1,64%-0,29%Dia-a-dia:Segunda-Feira (24/06)O dia foi de alívio em todos os segmentos do mercado financeiro. A pesquisa CNT/Sensus deu início à recuperação dos ativos. Os papéis da dívida brasileira valorizaram-se e a taxa de risco-país caiu. O dólar recuou 2,11% e a Bolsa subiu 3,48%.Terça-Feira (25/06)Os mercados não conseguiram sustentar o fôlego da recuperação demonstrada na segunda-feira. O cenário político continuava incerto e os investidores não abandonaram o clima de forte cautela. O dólar fechou cotado a R$ 2,8250, em alta de 1,62%. A Bolsa recuou 0,50%.Quarta-Feira (26/06)A fraude contábil de US$ 3,8 bilhões nos balanços da Worldcom provocou estragos nos mercados de câmbio e de títulos da dívida brasileira. O dólar fechou em alta de 2,02%, cotado a R$ 2,8820. A Bolsa recuou 0,14%.Quinta-feira (27/06)Os mercados foram guiados positivamente na quinta-feira, em reação ao abrandamento da meta de inflação para 2003 e aumento do intervalo de variação. A Bolsa fechou em alta de 3,02%. O dólar recuou 0,94% e encerrou o dia cotado a R$ 2,8550.Sexta-feira (28/06)O clima positivo permaneceu nos mercados no encerramento da semana. A Bolsa fechou em alta 1,14% e o dólar recuou 1,23%.

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