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Mercados: resumo da semana

O clima foi de cautela nos mercados durante essa semana. Os investidores permaneceram em compasso de espera diante das incertezas em relação à possibilidade de um conflito entre os Estados Unidos e o Iraque. Além disso, a definição da equipe de transição do novo governo já revelou os principais nomes e os mercados permaneceram atentos. A expectativa agora fica por conta das primeiras decisões do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.Nessa semana foi possível perceber que o ambiente de cautela e expectativa abre espaço para movimentos especulativos. Exemplo disso aconteceu na quarta-feira, quando uma decisão da prefeitura de São Paulo foi mal interpretada pelos investidores. O não pagamento da opção de amortização de R$ 3 bilhões de um contrato junto à União foi visto como um calote e fez ressurgir a lembrança da moratória mineira decretada pelo governador Itamar Franco, em 1999.Em entrevista à imprensa, o secretário de finanças do município, João Sayad, esclareceu que o não pagamento da amortização da dívida municipal era uma opção desse contrato e, portanto, o fato não deveria ser interpretado como um calote. Mas os mercados reagiram. O dólar comercial fechou no patamar máximo registrado durante toda a semana, em R$ 3,6550.O patamar mais baixo para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também foi verificado nesse dia. O Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa - atingiu 9.702 pontos. O volume de negócios também apresentou uma diminuição nos últimos dias. Mas o cenário político contou também com notícias positivas. A semana foi marcada pelo sucesso na votação de várias Medidas Provisórias, o que desobstrui a pauta do Congresso e abre a possibilidade de que decisões relacionadas às reformas entrem em negociação no início do próximo ano. Os investidores gostaram dos avanços.Cenário internacional atrai atençõesHoje, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma nova resolução contra o Iraque. A decisão reforça a possibilidade de um conflito entre os dois países. Desde o início da tarde, as bolsas norte-americanas vêm reagindo de forma negativa à notícia (veja as informações completas sobre o fechamento dos mercados nessa sexta-feira no link abaixo). Outro foco de atenção dos investidores em relação aos Estados Unidos foi a decisão do Banco Central (FED) do país de reduzir a taxa de juros em 0,5 ponto porcentual. Com isso, a taxa caiu de 1,75% ao ano para 1,25% ao ano. Os investidores esperavam um corte menor, de 0,25 ponto porcentual e voltaram a preocupar-se com o fraco desempenho da economia norte-americana, com quedas nas bolsas. A reunião do FED aconteceu na quarta-feira.MercadosO dólar comercial acumula uma baixa de 1,39% na semana, sendo cotado a R$ 3,5500 nos últimos negócios dessa sexta-feira. A tendência de baixa iniciada no dia 10 de outubro faz com que a moeda norte-americana acumule uma queda de 11,02% desde então. Mas, no ano, o dólar ainda acumula valorização de 53,28% frente ao real.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) termina a semana com uma queda acumulada de 2,76%. Em outubro, a Bolsa ficou no topo do ranking entre as aplicações, acumulando uma alta de 17,92%. Contudo, no ano, o desempenho ainda está negativo em 27,38%.Durante a semana, as ações que registraram as maiores altas foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Tele Nordeste Celular (8,87%), as ordinárias (ON, com direito a voto) da Siderúrgica Nacional (8,31%), Net PN (7,14%), Telemig PN (5,12%) e Tele Centro Oeste PN (4,72%). As maiores baixas foram Light ON (-14,58%), Brasil Telecom PN (-13,62%), Eletrobrás ON (-12,60%), Brasil Telecom PN (-11,93%) e Embratel ON (-11,64%).Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)-2,25%-0,51%-1,61%+1,00%+0,62%Dólar (cotação)R$ 3,5400R$ 3,5250R$ 3,6550R$ 3,5950R$ 3,5500Juros (DI para janeiro)22,950%22,630%23,050%22,750%22,800%Nasdaq (variação)+2,63%+0,32%+1,27%-2,98%-1,27%Dow Jones (variação)+0,63%+1,24%+1,07%-2,11%-1,27%Dia-a-dia:Segunda-Feira (04/11)Muitos investidores em bolsa e em títulos de dívida externa brasileira preferiram embolsar lucros conseguidos com as altas da semana anterior e a queda do dólar foi reduzida para R$ 3,54. Ainda assim, falava-se no mercado que a tendência era de queda. Terça-Feira (05/11)Os mercados no Brasil e no mundo apresentaram variações muito pequenas na terça, mantendo-se próximos dos índices de fechamento do dia anterior. Expectativa por novos avanços internamente e pela queda do juro nos EUA dominou negócios.Quarta-Feira (06/11)O não pagamento da amortização de uma dívida do município de São Paulo junto à União e a possibilidade de mudança em indexador de contratos imobiliários influenciaram os mercados de forma negativa. O dólar encerrou o dia em alta de 3,69% e a Bovespa recuou 1,61%. Quinta-feira (07/11)Depois do mal-entendido sobre a dívida da cidade de São Paulo na quarta, os mercados passaram a corrigir as cotações, retomando, ainda com cautela, os níveis do início da semana. Dólar e juros caíram e a Bovespa subiu.Sexta-feira (08/11)Em um dia calmo, as cotações retornaram aos patamares do início da semana. Mas os investidores seguem cautelosos em relação ao governo eleito e o cenário internacional. Resolução da ONU aumenta chances de guerra no Iraque.

Agencia Estado,

08 de novembro de 2002 | 20h19

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