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Mercados: resumo da semana

A inflação foi um dos principais assuntos da semana nos mercados. A divulgação da primeira prévia do Índice Geral dos Preços de Mercado (IGP-M) referente ao mês de outubro superou a expectativa dos analistas e provocou nervosismo entre os investidores. O número ficou em 2,31%, quando se esperava um resultado entre 1% e 2%. No mês passado, o IGP-M apresentou alta de 3,87%, acumulando uma elevação de 14,82% no ano.O IGP-M tem ficado em um patamar bem superior ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registra uma alta de 6,98% no mesmo período. O fato é que, dentre os componentes do IGP-M, está o Índice de Preços no Atacado (IPA), que mede a inflação para as empresas e reflete de maneira mais significativa a alta do dólar. Para se ter uma idéia, dentre os índices inflacionários, é o IPA que apresenta a maior alta no ano até o mês de outubro, de 19,88%. A pressão de alta sobre os índices inflacionários gerou temores de uma elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia, que está em 21% ao ano desde o dia 14 de outubro. Os analistas estão divididos em relação a essa possibilidade. Rolagem de dívida e poucos negóciosA semana trouxe outros sinais de um mercado financeiro mais instável. O Banco Central (BC) tentou rolar a dívida de US$ 2,4 bilhão em contratos de swap (troca) de títulos cambiais que vencem no próximo dia 20. Os investidores pediram taxas extremamente elevadas e o BC acabou conseguindo postergar o pagamento de apenas 44,1% desse total - US$ 1,054 bilhão. Do lote com vencimento nesta quinta-feira, de US$ 1,9 bilhão, o volume rolado foi de US$ 1,1 bilhão. Os mercados também apresentaram uma liquidez (volume de negociação) mais reduzida nessa semana, em função do feriado nos Estados Unidos na segunda-feira e do feriado no Brasil amanhã. Os investidores já vêem demonstrando mais cautela nas últimas semanas, à espera das primeiras medidas do próximo governo, e a semana marcada pelos feriados no cenário nacional e internacional intensificaram esse cenário.Cenário internacionalFora do Brasil, as atenções ficaram concentradas na possibilidade de um conflito entre os Estados Unidos e o Iraque. Mas as notícias não foram ruins. Ontem, o Iraque aceitou a nova resolução mais dura da ONU que prevê o retorno dos inspetores de armas ao país depois de quase quatro anos. Mas há quem acredite que os iraquianos estão apenas ganhando tempo e o conflito de fato virá. Há preocupação também em relação à retomada da atividade econômica norte-americana MercadosO dólar comercial encerrou a semana em R$ 3,6850. Na sexta-feira passada estava em R$ 3,5500. Com isso, apresenta alta de 3,80% no período. Com o resultado de hoje, a moeda norte-americana acumula alta de 1,52% em novembro e de 59,11% em 2002. O patamar mais alto registrado nessa semana foi verificado nessa quinta-feira, quando o dólar chegou a 3,7150.No mercado de juros, as taxas também ficaram pressionadas. Os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagaram taxas de 23,380% ao ano nessa quinta-feira. No final da semana passada, estavam em 22,800% ao ano.Para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a semana foi de oscilações e desempenho muito fraco, acumulando uma leve alta de 0,24% no período. Desde o dia 24 de outubro, o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa - vem mantendo-se em torno dos 9.800 ponto, o que sinaliza o clima de cautela dos investidores.Na semana, as maiores altas foram registradas pelas ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Light (17,04%), as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Net (16,67%), Cia Siderúrgica Nacional ON (8,73%), Eletrobrás PNB (5,81%) e Inepar PN (5,36%). As maiores baixas foram registradas pela Tele Celular Sul Participações PN (-11,04%), Tele Celular Sul Participações ON (-9,50%), Braskem PNA (-8,26%), CRT Celular PNA (-8,05%) e Siderúrgica Tubarão PN (-6,90%).O índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - acumula queda de 0,22% na semana e a Nasdaq - bolsa que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - apresenta baixa de 3,08% no período.Veja abaixo as cotações de fechamento da semana: segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feiraBovespa (variação)+0,25%-1,67%+0,44%+1,24%-Dólar (cotação)R$ 3,5150R$ 3,6100R$ 3,6300R$ 3,6850-Juros (DI para janeiro)22,900%23,180%23,510%23,380%-Nasdaq (variação)-2,95%+2,30%+0,87%+3,69%-Dow Jones (variação)-2,09%0,33%+0,15%+1,71%-Dia-a-dia:Segunda-Feira (11/11)O meio feriado nos Estados Unidos manteve o volume de negócios baixo nos mercados brasileiros. O Banco Central teve sucesso parcial no leilão de contratos cambiais para antecipar a rolagem do vencimento que aconteceria na quinta-feira seguinte. Cotações em recuperação moderada.Terça-Feira (12/11)A tendência de elevação da inflação observada nos últimos meses se acentuou e analistas já falavam na possibilidade de nova alta dos juros. Os mercados ficaram mais pessimistas, com alta do dólar e queda na Bovespa.Quarta-Feira (13/11)No cenário interno, a inflação em alta e a perspectiva de alta dos juros assustaram os investidores. O pessimismo só não foi maior no dia devido às notícias internacionais. O dólar fechou em alta de 0,55% e a Bovespa subiu 0,44%. Quinta-feira (14/11)Os mercados voltaram a oscilar bastante, com mais uma alta do dólar, por causa da forte concentração de vencimentos cambiais nas próximas semanas. Os juros subiram com previsões de alta da Selic, e a Bovespa reagiu a anúncios de resultados de empresas.

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