Mercados retomam otimismo

Os mercados reagiram positivamente ao anúncio do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que registrou deflação de 0,05% no mês janeiro. Com isso, o otimismo em relação aos juros retornou. Foram reforçadas as expectativas de queda da Selic, a taxa básica referencial de juros da economia, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), dia 14. Além disso, o governo brasileiro anunciou que a necessidade estimada de dólares a serem comprados no mercado foi revista de US$ 3 bilhões para US$ 1,2 bilhão. Com isso, haverá mais divisas no mercado, com menos pressão sobre as cotações. Soma-se a isso a expectativa de forte entrada de divisas referentes a três licitações de telefonia celular da banda D. O preço mínimo total é de R$ 2,190 bilhões, e o leilão está marcado para o dia 20. Se não bastasse, a Argentina teve bastante sucesso na sua emissão de títulos externos, revelando que a credibilidade do País vem se recuperando, o que sempre reflete de maneira positiva no Brasil. O petróleo continua atraindo as atenções dos analistas. Não se espera no mercado que o produto tenha altas em relação aos preços atuais, mas a situação é instável. A eleição de Ariel Sharon para primeiro-ministro de Israel fez as cotações subiram no mercado internacional, devido aos riscos de um conflito armado de grandes proporções no Oriente Médio. Além disso, os estoques de combustíveis nos Estados Unidos estão baixos e o fim do inverno está sendo especialmente rigoroso, aumentando a procura por óleo para aquecimento. Mesmo assim, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em março fecharam em queda de 0,23% em Londres, a US$ 29,84 por barril.

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