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Mercados retomam recuperação

Ontem foi um dia turbulento, com a confusão que levou investidores a acreditarem em um calote da dívida da cidade de São Paulo. Depois de esclarecido que se tratava de uma opção contratual, os mercados passaram a apresentar uma recuperação cautelosa. No final da tarde, as cotações já estavam mais próximas dos níveis do início da semana.A principal influência negativa ficou por conta dos mercados norte-americanos, que sofreram fortes quedas. O presidente George W. Bush, revigorado pelos avanços importantes do seu partido nas eleições de terça-feira, voltou a ameaçar o Iraque. Amanhã será votada a resolução proposta pelos EUA no Conselho de Segurança das Nações Unidas, e ele prometeu que se o regime iraquiano não provar que o país está desarmado, sofrerá conseqüências militares.Além disso, os sinais da economia norte-americana seguem preocupando os investidores. O Fed - banco central norte-americano - cortou o juro básico para 1,25% ao ano, um dos níveis mais baixos do pós-guerra, com o objetivo de baratear o crédito e estimular a economia. O tamanho do corte surpreendeu os mercados, que agora temem estar superestimando o desempenho econômico do país. Como os demais dados são contraditórios, e não dão muita base para análises mais otimistas, a cautela imperou e as bolsas nos Estados Unidos estão caindo.Ainda assim, os resultados dos mercados internacionais não tiveram tanto peso no Brasil. As cotações ainda estão refletindo muito pessimismo e tendem a se recuperar lentamente conforme o novo governo vá ganhando a confiança dos investidores. Nesse sentido, agradam as reiteradas declarações da cúpula do partido, e os olhares se concentram nas nomeações e votações do Congresso. Quando acabarem as votações para destrancar a pauta e começarem as reformas econômicas, as respostas devem ser mais objetivas. Agora, as lideranças e o presidente eleito começam as conversações para o pacto social. Conforme o novo governo for se estruturando, apresentando propostas e consiga aprová-las, a avaliação do mercado poderá ser mais objetiva. Se gostar dos resultados, a recuperação das cotações pode avançar muito.Na segunda quinzena do mês, o volume de vencimentos cambiais volta a pesar nos mercados. Dia 14 são cerca de US$ 2 bilhões em dívida do governo atrelada ao dólar, com quantia equivalente no dia 20. E em dezembro, também há concentrações importantes. Em um clima mais positivo, esses eventos podem passar desapercebidos, com a rolagem dos contratos. Mas, se a tensão não se dissipar, pode haver especulação para inflar as cotações do dólar de quarta-feira, que corrigem esses papéis.MercadosO dólar comercial foi vendido a R$ 3,5950 nos últimos negócios do dia, em baixa de 1,64% em relação às últimas operações de ontem, oscilando entre R$ 3,5900 e R$ 3,6500. Com o resultado de hoje, o dólar acumula uma alta de 55,22% no ano e queda de 3,75% nos últimos 30 dias.No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 22,750% ao ano, frente a 22,880% ao ano ontem. Já os títulos com vencimento em julho de 2003 têm taxas de 27,950% ao ano, frente a 28,200% ao ano negociados ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,00% em 9799 pontos e volume de negócios de R$ 416 milhões. Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula uma baixa de 27,83% em 2002 e alta de 10,56% nos últimos 30 dias. Das 50 ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa -, 15 apresentaram alta. O principal destaque foram os papéis da Net PN (preferenciais, sem direito a voto), com valorização de 23,08% Mercados internacionais Às 18h, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - operava em queda de 2,03% (a 8593,0 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - caía 2,85% (a 1378,59 pontos). O euro era negociado a US$ 1,0090; uma alta de 0,34%. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em alta de 3,60% (442,60 pontos). Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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