Mercados revêem euforia e realizam lucros

Hoje os investidores deram uma pausa no otimismo dos últimos dias e aproveitaram o momento para embolsar os ganhos recentes. O dólar foi mais afetado, mas os juros também subiram ligeiramente. A Bolsa manteve o olhar nas boas perspectivas da economia e voltou a subir. Muitos recorreram à crise argentina para explicar as movimentações de hoje no câmbio, mas as oscilações não se afastaram muito dos patamares das duas últimas semanas e ainda é cedo para decretar o retorno do contágio.De fato, o mercado nunca deixou de observar a Argentina, e o anúncio do pacote econômico traz alguma apreensão. Mas o fechamento do dólar ontem foi o mais baixo desde 11 de maio, e a correção observada hoje é compreensível. De qualquer modo, os investidores seguem esperando os primeiros dados sobre a inflação brasileira para formarem suas apostas quanto à velocidade da queda dos juros. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para discutir a Selic - taxa básica referencial de juros da economia - ocorrerá no dia 23. Muitos acreditam que o dólar mais baixo, a queda nos preços dos combustíveis e os reajustes mais baixos das tarifas de eletricidade dão margem para um corte na Selic. Se os números confirmarem que a inflação está caindo, a queda nos juros pode começar já em janeiro.Mas a Argentina pode manter o Copom cauteloso. O plano a ser divulgado amanhã terá sido recém-implementado e a autoridade monetária pode hesitar em dar sinais mais otimistas ao mercado enquanto a instabilidade no país vizinho não for controlada. Há preocupações de que o governo não tenha capacidade de manter os controles prometidos contra a desvalorização "excessiva" ou que os preços disparem.O presidente Duhalde e sua equipe tentam administrar o processo de saída da paridade, mas têm poucos instrumentos para tanto. As reservas cambiais estão em níveis baixíssimos, o governo não tem crédito, pois decretou a moratória, e as contas públicas não só não estão equilibradas, como a arrecadação vem despencando, especialmente neste último mês, em que a economia esteve praticamente paralisada.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3270, com alta de 1,39%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,100% ao ano, frente a 19,020% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,46%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em alta de 0,77%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - terminou o dia com alta de 0,86%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,74%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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